Economia Livre

Para Keynes, a opção entre uma economia controlada e uma economia “livre” deixara de existir; havia apenas a opção entre diferentes tipos de dirigismo. Um discípulo de Keynes expressou isto da seguinte maneira: “O fascismo é a forma que a nossa sociedade capitalista adquirirá no futuro, a menos que sejamos bem sucedidos na realização das reformas keynesianas ou na criação de uma economia socialista”. – Paul Mattick, Marx e Keynes, Os Limites da Economia Mista

Keynes

[Keynes] Verificou também que é maior a resistência dos trabalhadores a um corte dos salários nominais do que a um abaixamento dos salários reais, o que é, evidentemente, verdadeiros, quanto mais não seja porque é mais fácil entrar em greve do que resistir ao aumento dos preços. Keynes viu que isto permitia métodos mais subtis de cortar nos salários do que a tradicionalmente utilizados. (…) “Tendo em conta a natureza humana e as nossas instituições”, escreveu, “só um insensato preferiria uma política salarial flexível a uma política monetária flexível, a menos que pudesse apontar vantagens na primeira que não existissem na segunda”. – Paul Mattick, Marx e Keynes, Os Limites da Economia Mista