Estudante morto a tiro

Passam 20 minutos desde que acompanho a reportagem da CM TV sobre o estudante morto a tiro. Uma câmera apontada ao local do crime e arredores e uma repórter falar em loop sobre o que aconteceu, o que terá acontecido e a entrevistar as pessoas na rua. Passados 2 minutos volta ao mesmo: “o estudante era natural de… e nada indicava que a noite teria este desfecho trágico… conhecia o rapaz?” E cá estou eu, pronto a ver mais 30 minutos disto.

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Hospital S. João. Pensar não pesa no orçamento

Noticia aqui.

“Crianças a receberem tratamento oncológico nos corredores e buracos nas paredes são algumas das situações indignas denunciadas pelos pais.”

Todo o país se indignou com esta realidade neste hospital. Como é possível? Crianças? Doentes?

Crianças, doentes e saúde são daquelas coisas que moldam a opinião pública e dão votos aos políticos, sobretudo se associadas às restrições orçamentais neste setor em particular. É ver todos realmente empolgados no parlamento com esta situação. Como é possível que esta situação seja tão sensível a todos (partidos e pessoas) menos ao governo? Será por serem eles os únicos a estarem no governo ou será porque são sádicos?

Isolando esta situação em concreto, que não conheço bem, montemos uma história. Imaginemos um hospitalar que quer alargar a sua ala pediátrica/oncologia/whatever e não tem dinheiro. Todos concordam que é necessário o investimento, mas num contexto de mais de 100 hospitais a pedir o mesmo e com um orçamento já de 10 mil milhões (what??) há que gerir prioridades. E é mais prioritário o S. João ou o Amadora Sintra? Quem tem que tomar a decisão?

Pois bem, voltando à história, imaginemos a seguinte estratégia do hospital de S. João: Evitar obras de melhorias em que com alguns milhares de euros dariam bastante mais dignidade aos utentes. Evitar parcerias com entidades privadas para buscar patrocínios ou acordos que ajudem a melhor as condições das pessoas enquanto estão no hospital. Quando os pais se queixam, limita-se a dizer “não temos dinheiro e não podemos fazer nada. Mas faça o seguinte – o meu conselho como pai – queixe-se na televisão e vai ver que alguém olha para o bem-estar do seu filho”. Excelente ideia!!!

Pois imaginemos agora que os restantes 100 hospitais têm a mesma estratégia? Vai resultar para todos?

Não conheço a situação do hospital de S. João. E os nossos impostos devem ir para onde é preciso e parece que esta situação é urgente. Apenas não posso compactuar com o aproveitamento politico – parecem hienas – e com o mosca-mortismo (de mosca-morta pois bem) dos gestores públicos em que se limitam a pedir dinheiro para a gestão (excepto algumas situações que bem conheço que são exemplo neste país e no setor da saúde) em vez de encontrarem forma de gestão que saiam da sua zona de conforto, motivem as equipas e tragam aos utentes melhores condições a curto prazo. Pensar não custa e não pesa no orçamento.

Note: Não estou a falar da necessidade da nova ala com um custo de 22M€. Estou a falar de provisoriamente tornarem as instalações atuais mais dignas.

E-Topeira. Benfica. Corrupção.

Todos os clubes estão a contas com a justiça, no entanto o Benfica é quem tem os casos mais mediáticos e com investigações mais avançadas na justiça. Sou um crente na justiça e acredito que isto se deve ao facto de realmente haver provas mais concretas.

Sou um defensor do Luís Filipe Vieira porque cresci a ver um gigante adormecido, um gigante perdedor com equipas em que queria acreditar serem os melhores mas que eram bastante medianos. Neste momento temos um clube vencedor com estádios cheios e isso deve-se à gestão do LFV. Sem duvida.

Infelizmente, o poder tem um problema. Para lá se chegar é preciso remover muitas barreiras e isso na maior parte das vezes implica jogar sujo na fase da ascensão. Para se manter lá é preciso criar mecanismos para perpetuar o poder.

Não faço ideia se o Benfica ou o LFV são corrupto. Mas se são, independentemente de todo o mérito que tenham, devem ir presos! Nem que para isso tenhamos novamente um gigante adormecido durante uma década.

Mundo Louco

“Estamos a falar de dinheiro de pobres que vai para bancos”, argumentou o líder de bancada social-democrata, criticando o silêncio da esquerda sobre o negócio da entrada da Santa Casa no capital do Montepio

Noticia aqui.

Muda-se a liderança, muda-se a visão sobre a vida. A verdade é que quer o PSD e PS são tão grandes e têm tantos militantes e simpatizantes que dentro do próprio partido basta saber escolher as pessoas para mudar completamente a abordagem à política. Preferia muito mais que a assembleia tivesse menos deputados de mais partidos porque pelo menos sabíamos em que estaríamos a votar. Sabíamos quais eram as suas lutas e princípios. Mas a gula de subir ao poder faz com que os grandes partidos se moldem em função da probabilidade de ganhar.

É impossível não haver partidos. Mas pelo menos que tenhamos consciência que quando votamos estamos a votar em pessoas. Mais vale um bom líder de um partido que não gostamos ou um mau líder do nosso partido?

ps: sei que o PSD sempre se manteve alheio nos apoios à banca mas todos o discurso é tão…. de centro esquerda.

Combater as armas com as armas

“De todas as responsabilidades que os professores já têm, matar pessoas não deveria ser uma delas”, respondeu o pai de um adas 20 crianças mortas na escola de Sandy Hook.

noticia aqui.

E quando pensamos que já vimos de tudo, eis que nos volta a surpreender. É certo que na Europa temos uma visão muito mais conservadora das coisas, nomeadamente do uso e porte de arma, mas temos uma certa flexibilidade para entender porque é que nos EUA é diferente. Agora, quando confrontado com mais uma crise das armas, se a resposta é ter mais armas… então rebentou a escala. E fico com medo quando vejo pessoas a racionalizar a decisão. Tipo: “não são todos os professores, são apenas aqueles que receberem treino…”. Não… não pode ser.

Isto leva-nos para muitos patamares da visão política e social nos EUA. Quando se vê claramente que o presidente está amarrado às armas, ou seja, não pode retirar as armas porque foi eleito com milhares de dólares do lobby das várias industrias incluindo o do armamento, algo não está bem. O presidente dos EUA, ainda que acredite que a melhor solução é limitar a venda de armas, não o consegue fazer. E eis que surge uma ideia fenomenal. Aumentam-se as armas com o argumento que vai reduzir os atentados nas escolas. Não é um problema do Trump em especifico, mas pelo menos os outros presidentes têm sabido gerir a opinião publica de forma mais sábia… o que no caso do Trump não tem sido muito difícil.

“A honra é uma coisa muito bonita, mas morrer por causa dela é uma falta de respeito pela vida” – Miguel Esteves Cardoso em artigo no jornal público comparando a capacidade de alguns países se despedirem dos seus cargos

O meu pai não é o Trump. Mas…

Ter o Donal Trump a liderar os Estados Unidos da América é como ter o meu pai a liderar o Benfica. É tomar decisões por impulso sem conseguir ou querer olhar mais além. Fechar as fronteiras a um tipo de imigrantes é uma decisão que parece mesmo tomada durante um filme onde os maus são os Muçulmanos. “É mandar esta gente toda para a terra deles”. Para o meu pai, mandar o Pinto da Costa para a cadeia – e há uns anos matá-lo – seria uma das melhores decisões para a sociedade em Portugal. A mais recente guerra que Trump continua a abrir é aumentar os impostos sobre as importações de alguns produtos. Está mesmo a ver-se a decisão a ser tomada. O Sr. Trump vai a uma lavandaria e vê que as maquinas são todas da Samsung. Então rapidamente tem uma decisão de génio e aumenta as tarifas sobre a importação de máquinas de lavar em 30%. Sorri para a sua comitiva com aquele ar de quem tem a noção de que só ele se lembraria disso. Para ele é a melhor decisão do mundo, para os outros é apenas mais uma decisão estúpida. Para o meu pai uma das melhores decisões seria mandar o Luisão embora do Benfica porque já está velho e ganha uma fortuna e está no banco. Esta decisão é a mesma do tipo “falta um guarda redes? O Varela até está a jogar bem, não vale a pena investir mais.”

São todas decisões de curto prazo, tomadas por não haver a capacidade de pensar mais além. É por este motivo que nem todos podem ser lideres. Sobretudo da “maior” nação do mundo. Sobretudo do maior clube de futebol de mundo.

As fraldas são caras

“Uma circular conjunta da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), Direção-Geral da Saúde (DGS), Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (INFARMED) e Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) emitida em dezembro limitou os reembolsos de produtos de apoio para absorção de urina e fezes (fraldas) apenas aos deficientes que além de uma incapacidade igual ou superior a 60% estejam, também, isentos do pagamento de taxas moderadoras por insuficiência económica.”

in Publico

Produtos para absorção de urina e fezes. Nunca tinha pensando neste nome para fraldas, mas a dar-lhe algum nome sempre faz mais sentido do que “fraldas”. As fraldas são caras e em famílias com deficientes tem um impacto brutal no orçamento familiar e na sua falta o que é colocado em causa é a dignidade do deficiente. Mas o estado não está a dizer que não paga, está a dizer que paga apenas a deficientes com insuficiência económica. Mas era de outra forma? Ao que parece, era. As fraldas estariam até então dentro das categorias de produtos atribuídos de forma gratuita e universal. Gosto de imaginar algum deficiente milionário a pedir reembolso de fraldas na Segurança Social. Por outro lado, apenas o processo de pedir um subsidio em Portugal já deve ser um atestado de necessidade porque apenas quem precisa mesmo é que está disposto a perder alguns dias de trabalho, ir a juntas médicas para avaliar a deficiência, idas aos médicos, tratar de papeladas, ir apresentar todos os meses o talão para reembolso…. por 30€ por mês…

Concordo que as fraldas devem ser dadas a quem precisa. E quem precisa é quem não tem dinheiro para as pagar. Mas quem não tem dinheiro para as pagar não devia estar sujeita ao processo de reembolso. É difícil controlar situações de abuso ou fraude, mas pensemos nisso como a Netflix. O facto de ter um mês gratuito para testes e que milhares de pessoas usem isso para irem tendo Netflix gratuito ao longo de vários meses, não impede que tenha uma faturação de $11.000.000.0000. É o que em economia chama de uma externalidade negativa. E temos que aceitar que há pessoas que se vão aproveitar das fraldas, ou melhor, dos reembolsos das fraldas. Mas comparando isso com o beneficio que tem para quem realmente necessita acho que vale a pena. E aos poucos vamos mudando a nossa cultura face aos subsídios do estado….

Sacos de Plástico

Não concordo com todas as taxas e taxinhas, sobretudo aquelas mascaradas de boas intenções para encher os cofres do estado. Mas concordo com a taxa dos sacos de plástico. Quem é contra vai dizer que as pessoas continuam a utilizar sacos de plástico porque precisam e que a única diferença é que agora pagam mais, logo menos rendimento para as pessoas e mais rendimento para o estado. A solução parece no entanto bastante simples: deixar de utilizar (tantos) sacos de plásticos. Não há taxas pagas ou taxas recebidas e não há tantos sacos espalhados por aí.

No meu caso eu noto bem a diferença. Antigamente quando ia a uma grande superfície comercial, o funcionário da caixa dava-me mil sacos de plásticos e no tempo dos meus pais até punham alguns a mais para “o que fosse preciso”. Num dia de compras no mês, levava para casa facilmente mais de 10 sacos de plásticos. Desde que passaram a ser pagos, levo apenas 1. E para as compras do mês levo sacos de casa maiores.

A evolução da humanidade faz-se de pequenas vitórias e muitas vezes têm que ser forçadas porque o ser humano é na maior parte das vezes um ser irracional.

 

Fonte http://apambiente.pt/sacosplastico :

1MILHÂO DE SACOS LEVES UTILIZADOS POR MINUTO NO MUNDO
100MIL MILHÕES POR ANONA EUROPA
466 POR PESSOA POR ANO EM PORTUGAL
25 MINUTOS DE VIDA ÚTIL
300 ANOS NO AMBIENTE

 

    • Os sacos de plástico leves são prejudiciais para o ambiente e para a saúde.
    • Por minuto, são utilizados cerca de 1 milhão de sacos de plástico leves no mundo. Por ano, circulam 100.000 milhões na Europa.
    • Portugal é um dos países da Europa onde mais são (eram?) utilizados e apenas por 1 vez. Tudo isto para serem usados por apenas 25 minutos.
    • A produção, transporte e tratamento destas grandes quantidades de sacos em circulação é responsável pelo consumo de muitos recursos, incluindo água e petróleo.
    • No lixo misturam-se com o resto dos resíduos. Acabam por isso nos aterros ou no ambiente, onde podem permanecer mais de 300 anos.
Uma grande quantidade de sacos invade hoje os oceanos, onde são o 2.º resíduo mais encontrado à superfície do mar (depois dos cigarros).

Em terra e no mar asfixiam e são ingeridos pelos animais, reduzindo a biodiversidade e entrando na nossa cadeia alimentar.

Actores no São Luiz

Actores

“Actores é uma criação coletiva resultado de uma reflexão sobre o trabalho do ator nas suas variadas formas de expressão. Um espetáculo feito através dos relatos autobiográficos – mais ou menos diarísticos, de cada um dos intérpretes, a partir de textos por si representados ao longo dos anos, associando pulverizações narrativas de grandes clássicos com textos de novela ou anúncios de rádio e televisão. Ao todo, são mais de 40 textos de diferentes autores resultando numa dramaturgia paralela e num olhar retrospetivo sobre a vida de cada um dos intérpretes.” – http://www.teatrosaoluiz.pt

Ontem fui ver esta peça. E gostei. Gostei muito. Uma peça com atores de luxo num teatro lindíssimo que me fez perceber porque é que Lisboa está nas listas das melhores cidades a visitar. É um privilégio sair do trabalho, ver teatro no São Luíz e acabar a peça e ficar ali de frente para o Bairro Alto. What?? Há algo melhor do que o centro de Lisboa? Não conheço.

Não sou de perto nem de longe critico de teatro, mas enquanto espectador foi maravilhoso ver o Bruno Nogueira, Miguel Guilherme e Nuno Lopes. E ficar de boca aberta com a Carolina Amaral e Rita Cabaço. O publico riu várias vezes ao longo da peça mas em nenhuma vez a intenção era fazer o publico rir. Impressionante a capacidade que os atores têm em abstraírem-se de tudo o que os rodeia, incluindo um publico a rir. Impressionante a capacidade de manipularem o publico que tão depressa está a rir como de seguida está confundido e a sentir as dores do ator. Um processo de transição de sentimentos no publico em segundos, sem ser forçado e que nos deixa a pensar como é que aquela pessoa com os seus gestos, expressões e palavras nos faz mudar tão rapidamente de estado de espirito.

Não sou de perto nem de longe critico de teatro, mas com peças destas o teatro nunca morrerá. E pelo que vejo tem estado esgotado.

 

thumbs.web.sapo.io

O que me faz chorar

Há apenas uma coisa que me faz chorar. Deviam ser muitas coisas, mas é apenas uma. Por exemplo, sabem quando vamos ao cinema ver uma história maravilhosa e saímos com as lágrimas nos olhos? As lágrimas ficam-me nos olhos por várias razões, mas até saírem e transformarem-se em choro vai um bom bocado.

São as histórias sobre crianças que perderam os pais e ficam sozinhas no mundo, ou histórias em que os pais não conseguem dar às crianças para satisfazer a mais básica das suas necessidades. Isto acontece-me desde que fui pai e que de alguma forma transporto para a minha filha a realidade da história que estou a ver. “e se ela perdesse o pai?” “e se não tivesse forma de lhe dar uma refeição?”

Evito ver filmes dramáticos sobre crianças porque já sei que vou ficar triste, chorar e não gosto de me sentir assim. Mas é diferente a história de um filme com uma noticia. A noticia é direta, fria, sem contexto pessoal do tipo “morre x num acidente”. Não me faz chorar porque não conheço as pessoas, as histórias, as dificuldades. Se for numa reportagem já é diferente porque há todo um enquadramento.

Sei que há uma coisa que me faz chorar. Não sei se é muito ou pouco. É apenas o que é.

 

Humor Negro

“Sabem como cabem 500 judeus num fiat 600? Dois à frente e três atrás, e o resto vai no cinzeiro.” – na contextualização de uma pergunta ao Ricardo Araújo Pereira no jornal I de 15 de Dezembro (a piada não é do RAP)

Não consigo evitar rir com piadas deste género. Aliás, riu com quase tudo. Não sou racista, xenófobo ou homofónico, mas uma piada tem piada quando tem piada. Não sou judeu ou muçulmano, preto ou amarelo ou homosexual e talvez seja por isso que acho piada a algumas coisas. Mas ao que eu acho piada não é ao objeto da piada em si é à capacidade de contextualização do humorista. E por isso é quase como um guilty pleasure porque tenho a perfeita noção que piadas deste tipo fomentam a estigmatização, a descriminação e a estereotipação e que há muitas pessoas a achar piada às mesmas coisas do que eu mas por motivos totalmente diferentes.

Não sei se quem enche salas com o Rui Sinel de Cordes são racistas ou pessoas com sentido de humor. E é por isso que vou ver o próximo espetáculo. Pelo menos tenho a certeza que me vou rir, apesar de ficar com aquele sentimento de culpa do “talvez não me devesse estar a rir disto”.

 

Lavar a loiça

Para mim lavar a loiça obedece a um ritual. Ritual esse que deve ser seguido em nome da eficiência e para não tornar a tarefa aborrecida. Em primeiro lugar, gosto de lavar a loiça antes da refeição, ou seja, a loiça da refeição anterior, isto é, antes de.começar a preparar a proxima refeição e de voltar a sujar tudo novamente. Isto apenas porque gosto de cozinhar com tudo arrumado para me focar apenas nos legumes, chouriços e afins.

Começo pelos copos. Lavo-os todos. Seco e arrumo. Olho para o resto da loiça e já me parece menos. Não desanimo. Lavo os pratos, seco e arrumo. Nesta fase já o lava loiças vai a metade e so faltam 3 ou 4 peças, que são as maiores e mais sujos e os milhares de talheres. Lavo as panelas, seco e arrumo. Bem…. agora só faltam os talheres. Lavo os necessário para a refeição seguinte e os outros logo se vê.

A partir daí parto para a refeição. Em paz de espirito e com a consciência menos pesada por deixar a loiça da próxima refeição por lavar.

Nota ao leitor: isto é só ao fim de semana. Durante a semana tenho uma ajudante externa. O que faz deste texto, digamos, uma palhaçada para quem tem que lavar a loiça todos os dias depois de um dia de trabalho.

Executar

Planear é bom mas sem execução não há nada. É bom ter reuniões de 2h mas se não há quem se chegue à frente e arregace as mangas, nada acontece. Tudo fica no papel. E é esta a pequena diferença entre pensar no tema e colocá-lo em prática que dita o sucesso das boas ideias.

Ora a minha parte preferida é mesmo executar. Juntar todas as ideias, definir as ações necessárias, as pessoas que devem apoiar, os prazos e a monitorização. Envolver as pessoas na execução e fazer.

O mais fácil é sempre falar com a equipa e dizer que é preciso fazer. Mas se a equipa não é apoiada e orientada nada acontece. Não porque a equipa não é boa executante mas porque o líder também não sabe mais do que dizer para fazer. É preciso saber remover barreiras (psicológicas ou de recursos), alocar as pessoas de acordo com as suas competências, disponibilidade e motivação e fazer acreditar que é possível concluir o projeto. A pior barreira de todas é quando as pessoas pensam que aquilo não leva a lado nenhum. Porquê investir tempo quando já se sabe que vai ser em vão?

Da minha observação, vejo que quando as coisas não avançam é porque os lideres não acreditam nas ideias ou porque não acreditam nas pessoas. E sem uma visão otimista, não vale mesmo a pena investir tempo em ter ideias!

Resoluções 2018

Vem atrasado alguns dias, mas vem. Todos os anos caio neste cliché que é fazer resoluções. É parvo, mas não sei porquê, ajuda-me a focar-me. Eis as minhas resoluções:

1 – passar de um dad body para um six pack até Junho. Este é complicado. Já tentei no ano passado “fazer mais exercício” e desde Outubro que tenho vindo a praticar exercício com mais regularidade. Mas estou focado, inscrevi-me no ginásio (nada cliché), tenho treinado ou corrido todos os dias (fins-de-semana incluídos). Se o pessoa da casa dos segredos consegue não deve ser muito difícil. É certo que quem tem mais tempo livre, consegue fazê-lo mais facilmente. Mas já encaixei nas rotinas do dia-a-dia 1 hora pelo menos de treino. Na parte da alimentação, tenho tentado apenas não abusar. Troquei os refrigerantes e cerveja às refeições por água com gás (custa menos do que água sem gás). e deixei de comer sobremesa aos almoços durante a semana que era quando abusava mais. Passadas 2/3 semanas já sinto corpo diferente e já perdi 2kg.

2 – Fazer uma viagem de mota pela Europa. O ano passado fui à Escócia. Este ano quero ir à Croácia. Este parece-me fácil. Basta apenas juntar algum dinheiro e eventualmente encontrar um parceiro. A questão é que se não coloco na lista vai acabar por aparecer outra coisa qualquer para por na lista. 2 semanas lá para Maio.

3 – Tirar um curso intensivo de Inglês. Parece fácil mas não é. Atormenta-me pensar em aulas ao final de um dia de trabalho a ouvir uma seca descomunal de um professor numa sala de aula num qualquer prédio. Quero um curso intensivo, concentrado no tempo (2/3 meses). Nesta fase da minha vida profissional acho que é o que faz sentido. Falo e escrevo inglês quase todos os dias. Mas falta-me dar aquele passo que faz a diferença. Esta resolução acabou de ser adiada lá para Setembro (até lá estou ocupado a por o corpo fit!)

E é isto. Futilidades. Mas a vida são estas pequenas coisas. Se as somarmos todas no final da nossa vida veremos que tipo de vida foi a nossa….

Executar

O mundo está dividido em dois tipos de pessoas. Aqueles que se queixam e aqueles que se focam para arranjar as soluções. Rui Unas – Maluco Beleza


Na verdade não sei se a frase é dele. É uma ideia generalizada. Mas foi onde ouvi pela ultima vez.