Dyslexic

“If life gives you melons you might be dyslexic.”

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Cultura Empresarial

“Culture is the collective mindset and attitude of your employees. The mindset your employees bring work everyday determines how they will take care of your customers, how much effort they will put into their work, and whether or not they will stay with you long term.” – Culture Hacker: Reprogramming Your Employee Experience to Improve Customer Service, Retention, and Performance (Green, Shane)

Happiness

“A study by economists at the University of Warwick in England found that happiness led to a 12% spike in productivity while unhappy workers proved 10% less productive” – Culture Hacker: Reprogramming Your Employee Experience to Improve Customer Service, Retention, and Performance (Green, Shane)

Claims 2

“The analysis shows that over 75% of financial losses arise from 10 causes of loss, with the largest single identified cause being fire/explosion, which account for almost a quarter (24%) of the value of all claims” – AGCS Global Claims Review 2018

Eu e o futebol

Tenho vindo a perder o encanto pelo futebol. E quando dizem que o futebol tem mais a perder no global do que alguma coisa que algum clube ganhe com tanto ruído, eu identifico-me plenamente. Sou do Benfica. E a paixão que sempre tive por aquele clube está a morrer aos poucos com a série de eventos que aparecem todos os dias nas noticias.   Sei que corrupção e esquemas são transversais a todos os clubes e acredito que o Benfica não é mais ou menos corrupto do que os restantes. Mas é cansativo ver tanta informação e contra informação todos os dias nos jornais. É cansativo ouvir sempre a mesma coisa dita pelos painéis de comentadores nos vários canais de desporto. É triste perceber que se vendem mais jornais com escândalos do que pelo futebol em si. E acho que é cultural. Deixamos de acreditar nos resultados e no que dizem os vários presidentes. Ficamos sempre sem perceber se aquele fora de jogo fez parte do jogo ou se foi o video-árbitro que foi mal usado ou analisado. Hoje em dia mais facilmente vejo um jogo do Wolves com o Everton do que o Benfica com o Boavista. O espectáculo do futebol inglês, ouvir o público a torcer pela sua equipa, mesmo à chuva e enquanto perder, serem analisados lances e jogadas magnificas ao pormenor faz nascer em mim o interesse por algo que não encontro em Portugal. Que se limpe de vez o futebol, que sejam presos todos os que têm que ser presos e que recomecemos do zero. Já se fez isso com a banca e custou muito a todos. Muito tempo, muito dinheiro, muitas pessoas lesadas. E hoje em dia assistiria mais facilmente a um jogo entre as equipas amadoras de futsal do Novo Banco com o BPI do que com o Benfica com o Boavista. Posto isto, espero que o Benfica seja campeão. Porque o prazer de curto prazo dos festejos no Marquês continua a ser superior ao trabalho que dá perceber todos os fenómenos de corrupção e esquemas. Mas estou tão perto do breakeven que mais tarde ou mais cedo nem os derbies vou conseguir ver…

Observações de um caderno de notas

Quando mudas de trabalho tudo parece ser perfeito. Deixas cair atrás de ti um histórico pesado de responsabilidades que foste assumindo ao longo do tempo e que, apesar de já estares noutras funções há muito tempo, continuas a ter que gerir. Começas do zero. Como quando acabas um caderno de notas todo preenchido e compras um novo imaculado. Começas com todo o cuidado. Toda a atenção ao detalhe como quem acha que vai ser sempre assim e que vai conseguir manter este controlo sobre as suas notas. No fundo sabe que no final do caderno vai voltar ao mesmo. Vais estar novamente cheio de gatafunhos e em algumas páginas tem inclusivamente marcas do copo de café. Mas abrir um caderno novo, respirar aquele cheiro a papel e manter a simetria nas notas faz-nos sentir que estamos no auge da vida (da vida de tirar notas salvo seja). Por vezes sentimos falta desta adrenalina. De ter algo de novo na vida. Alguns deitam o caderno fora. Alguns esperam que acabe para comprar outro. Outros simplesmente escrevem em todos os espaços em branco que cada página tem para não deixarem acabar o que construíram com tanto empenho e dedicação.

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Até onde a Venezuela?

O mundo divide-se entre Maduro e Guaidó. E parece-me que nenhuma posição está verdadeiramente preocupada com a Venezuela. É evidente que em política a emoção das populações em todo o mundo tende a ficar ofuscada com o racionalismo económico dos seus governos. Há duas abordagens e ambas coerentes se forem assumidas pelos vários países. A primeira prende-se com a relação económica. Ao longo do últimos anos, os países sempre estiveram confortáveis com o regime ditatorial de Chaves e Maduro desde que isso lhes permitisse continuar a receber importações da Venezuela, um país que precisa de tudo e que tem (tinha) muito petróleo para esbanjar. A partir do momento em que deixa de haver dinheiro, é necessário que se ajude aquele país a voltar a ser novamente relevante para que possa continuar a necessitar de importar tudo de todos. E neste momento, parece-nos que Guaidó é o futuro. Maduro está tão perto do fim que os países já se posicionaram para serem privilegiados na relação com o futuro governo. Faz todo o sentido. Não poderia é haver hipocrisia nos motivos destes apoios. Até porque há problemas semelhantes ou piores noutras partes do mundo onde ninguém pensa sequer intervir. A Somália continua a ser uma excelente opção. Depois há os países que apoiam Maduro, ou pelo menos apoiam a continuação de Maduro até que ele decida ouvir o povo e fazer eleições. Estes países não querem que entidades externas se pronunciem sobre a realidade interna da Venezuela. Eles que resolvam os seus problemas. Um pouco como os casais que discutem e os vizinhos não fazem nada. E não fazem nada porque sabem que na sua casa também há discussões e não querem ter o vizinho a bater-lhes à portal. É evidente que a Russia e outros países não querem criar precedentes e ter que lidar com a Crimeia e toda uma zona presa por cordéis. Ainda assim, destas todas, a posição de quem defende a não intervenção parece-me a mais honesta. Será que a Espanha, apoiante de Guaidó veria com bons olhos o apoio da União Europeia à independência da Catalunha?

E a população? Já agora…

As pessoas já estão fartas?

Só agora consigo escrever este texto mas o sentimento tive-o quando vi, ao vivo, dezenas de pessoas a andarem no meio do trânsito da avenida da liberdade. Soube depois que eram os moradores do bairro da Jamaica. O país está em polvorosa com manifestações de bombeiros, greves de enfermeiros, falta de pessoal nos serviços. Se no tempo da crise a coisa foi passando sem tanto alarido por manifesta falta de dinheiro (ainda que com grande sentimento de injustiça face ao destino que foi dado ao que havia), neste momento sente-se que há dinheiro para distribuir mas não há para todos. Portanto, o lobby mais forte, eventualmente, poderá ver repostos os seus privilégios. E é preciso muito cuidado nesta fase. A expectativa passa pelo corte de impostos e melhoria das condições de vida após anos de contenção. Em França um aumento nos impostos, comunicado de forma atabalhoada com o pretexto do ambiente, gerou o caos. E o caos começou a ganhar vida própria. Em Portugal basta um pretexto. Temos o Marcelo a viajar com os camionistas para evitar a paralisação do país. Temos a gestão com paninhos quentes da questão dos enfermeiros, bombeiros e professores. A extrema direita tentou pegar no descontentamento e pegar fogo nas ruas numa iniciativa de coletes amarelos que não teve aderência porque não foi orgânica e Portugal demonstrou não ser rever em massa nas ideologias racistas, xenófobas e isolacionsitas. Mas tenho quase a certeza e o evento da Avenida da Liberdade terá repercussões. Irão juntar-se mais bairros a este protesto naturalmente. E a população irá juntar-se para reivindicar outros direitos. E a coisa pode explodir. No Seixal, hipocritamente, já desbloquearam o processo de atribuição de casas. Espero a qualquer momento ver o Presidente da Republica num bairro dos subúrbios de Lisboa ou as várias reportagens da televisão a mostrar que nesses bairros há pessoas boas. Mas este não é o tempo disso. As pessoas em tempos gostavam de ser vistos como boas dentro da miséria. Agora estão fartas.

O risco de acabar a comer pizza às 8 da noite

O Neymar parece estar arrependido de ter mudado para o PSG e estará a fazer tudo para voltar ao Barcelona. É sempre difícil mudar de clube quando já estás no Barcelona e queres mudar para melhor. Nas empresas é um pouco mais fácil porque nem sempre estás no Barcelona empresarial mas o receio deve ser o mesmo. Ao mudar, as incertezas são mais que muitas se souberes que estás bem onde estás mas que precisas de dar um passo na tua carreira. Aquela sensação de saberes que estás bem, que a empresa te preenche profissionalmente mas que achas que consegues evoluir mais se mudares. A maior parte das vezes é uma ilusão. Sim, é verdade que podes estagnar se ficares, ou ficar amarrado ao legacy que trazes agarrado a ti nas pequenas promoções que tens conquistado. Pensas sempre que se mudares tudo começa do zero. Entras no paraíso e conseguirás finalmente dar o melhor de ti. O risco é saires e dares por ti na situação do Neymar. Afinal a empresa e o projeto eram interessantes mas apercebeste finalmente e da pior forma que a cultura, os colegas e os projetos da anterior eram afinal de contas bem melhores e mais desafiantes. E eventualmente ponderas voltas. Mas nessa altura já tiveram que contratar alguém para o teu lugar e não podem haver dois cargos iguais na empresa. E o headcount já está no máximo. Ficas triste. Aqueces uma pizza no microondas e vais dormir às 8 da noite mal anoitece.

 

Ide senhores, para provar que somos realmente estúpidos

Grandes pensadores da humanidade acreditam que a terra é plana. É um belo exemplo da estupidez da humanidade. Os seres humanos enquanto “seres” são muito estúpidos. E por sermos seres tão estúpidos quase sempre não conseguimos ter o distanciamento necessário para percebermos onde se enquadra a nossa estupidez. Quase sempre, achamos que por acreditarmos convictamente numa posição ou numa teoria ela se torna verdade. Ou é porque vemos Jesus nas borras do café, ou porque acreditamos na Cientologia, ou porque somos racistas e achamos que há raças inferiores, porque acreditamos que a mulher nasceu da costela de Adão. Somos estúpidos e ponto final. Por vezes, tendo isto em consideração esta falta de noção, tenho dificuldades em assumir uma posição final sobre os vários temas. Passam anos e montes de pesquisa até que consiga estar convicto a assumir um dos lados da argumentação. E são poucas as coisas em que acredito convictamente porque na maioria das outras mudo facilmente de opinião. Por vezes é mais fácil acreditar num dos lados e ficar no conforto da argumentação que vão construindo para mim. E como só conhecem essa argumentação, qualquer tentativa de contraditório acaba muitas vezes em guerra, porrada ou auto-reclusão dos grupos. Ide senhores. Ide para provar que somos realmente estúpidos.

Grupo que acredita que a terra é plana organiza cruzeiro até à barreira de gelo.

Deixo aqui um video que adorei ver e que resume esta minha posição “em cima do muro” para muitas das questões que dividem as sociedades.

E pufff… tabefe na criança

O Luís Montenegro pensou que era o António Costa e entusiasmou-se pelo apoio cego do seu circulo de apoiantes. E lá avançou destemido. “É agora”, gritou. E partiu a loiça toda. O Rui Rio disse que não, que deixasse de ser tonto. E o Luís Montenegro ficou com a sua imagem associada a uma criança que fez uma birra e levou um tabefe para se calar e ser mais crescido. Não sei quais os próximos desenvolvimentos, mas até ao momento a imagem que passa é que estão claramente a forçar o assalto à liderança do partido e não se percebe ao certo com quem está a maioria dos simpatizantes do PSD. Mas depois de ter havido eleições numa fase complicada onde ninguém apareceu (excepto o senhor que anda por aí sempre) com medo da travessia no deserto, forçar diretas antes de qualquer eleição parece-me claramente uma atitude precipitada. Não sei quais as capacidades do Luís Montenegro para liderar o PSD ou para governar o país e parece-me claramente que  é mais um fantoche nas mãos de alguém que terá um projeto para o país. Acho que com esta iniciativa, é expectável que Luís Montenegro acabe por cair e aparece outro opositor após as primeiras eleições.

Não sou do PSD e entendo que o Rui Rio está a fazer um trabalho pobre, apesar de estar a iniciar uma corrida de fundo. Não sendo eleitor do PSD, mais facilmente votaria no Rui Rio do que outro que me fizesse lembrar voltar aos tempos do Pedro Passos Coelho.

Mas é engraçado assistir.

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Isto poderá não ter acontecido e estarei a sonhar.

A dar o litro, é de manhã

Sou uma pessoa madrugadora. Não faço questão de acordar cedo mas se em algum momento tenho alguma coisa para fazer de última hora, prefiro acordar cedo do que me deitar tarde. Mas nem sempre foi assim. Na verdade o meu corpo tem demonstrado uma grande capacidade de se adaptar às diferentes fases da minha vida. Na faculdade gostava de estudar noite dentro no silêncio do meu quarto. Já no trabalho, antes de ser pai, gostava de chegar ao trabalho às 08:00 apesar do horário de entrada ser às 09:00. Fui pai e passei a ter que levar a filha à escola de manhã às 8. Ajustei os meus horário e comecei a trabalhar mais ao final da noite. Isso fazia sentido quando a miúda era bebé porque depois de adormecer voltava eu sossegado para a minha vida. Mas agora que já é mais crescida precisa de atenção até mais tarde porque fui incompetente e não dorme sozinha sem me ter ao seu lado. Acabamos por adormecer os dois. Por isso muitas vezes adormeço às 22:00 e acordo às 07:00 para a levar às escola às 08:00. Quando tenho picos de trabalho, acordo às 05:00 para trabalhar até às 07:00 e adianto-me 2 horas. Nestas duas horas tenho conseguido fazer autênticos milagres. E percebo que não estou no ritmo da maioria das pessoas. Tenho vários colegas que trabalham até tarde todos os dias e recebo emails regularmente às 22:00 ou mais tarde. Mas quando envio um email às 05:00 recebo comentários do tipo “então, está tudo bem contigo?” ou “isso é que foi madrugar!”. Na verdade, dormi 7 horas, o que é bastante normal, apenas me deitei mais cedo.

Fases na vida de um homem

Hoje nas empresas temos a trabalhar ao nosso lado miúdos de 21 anos. E em conversa com um destes, dei por mim a falar sobre as várias fases da vida de um homem – em especifico de um homem. Até aos 30 anos é a loucura. Miúdos de 21 anos pensam que a vida acaba aos 30. E estão certos, acaba mesmo. É a altura em que aparecem os filhos. E quando tens filhos vais colocar em standby toda a tua vida pessoal e profissional durante pelo menos mais 6 anos. Vais deixar de sair tanto à noite e de participar em tantos almoços de amigos e em consequência disso vais perder alguns amigos. É a idade mais amorfa da tua existência. Tens montes de preocupações com a casa, a escola dos miúdos, despesas, arrufos de casados. Voltas perto dos 40 a retomar algumas coisas. Vais investir mais tempo nos teus hobbies e focar-te na tua profissão se estiveres para aí virado. Aos 50 já tens uma estabilidade financeira que te permite não ter preocupações. Não tens que aturar os filhos que já estão na faculdade ou a começar a trabalhar. É nesta idade que começas a ver mais pessoas da tua geração e da família a morrer.

Em resumo, a vida de um homem tem 4 períodos. 18-30 – idade mágica da loucura. 30-50 – vais vivendo e lutando todos os dias para teres estabilidade na tua vida. 50-60 – curtição total. >60 passar os dias até que venha a morte.

Aeroporto de Lisboa? Avancem!

Muita discussão tem havido nos últimos (cinquenta) anos sobre o novo aeroporto de Lisboa. Fala-se do estudo de impacte ambiental, interesses económicos e interesses políticos. Infelizmente não chegamos a um consenso. Faça-se o estudo e avance-se. Se não der no Montijo, que se faça em Alcochete ou na Ota. Avancem meus senhores. O que eu acho triste é Portugal não alavancar a sua posição geográfica para ser um hub de troca de escalas entre voos intercontinentais para a America do Norte e América do Sul. De tempos a tempos a questão surge, fala-se muito e depois não se avança. Não sei porque não se avança ao certo mas terá a ver com o elevado investimento necessário. Também não sei se o pico de passageiros de Lisboa é apenas temporário, resultado da crise de outros destinos turísticos. Mas vejo Lisboa como um local estratégico para escalas da Europa ocidental e medio oriente para os EUA. Falem uns com os outros senhores políticos. Cheguem a um consenso sobre o tema. E tomem decisões finais sobre o tema. Avancem! É para isso que vos elegemos.

Paulada com os elementos!

Vai pegar fogo
Eu vou destruir uma província
Isso não é problema é solução, há condições para tal…
Minhas cinquenta mil garrafas…
Minha galera na back…
Vamos bater as portas…
Quando abrir…
Paulada com os elementos! Vamo…
Tom.. Che! Da’puta!
Isso é muita falta de respeito

 

9km = 1h

Segunda corrida de 2019. Sei que é ridículo não fazer os 10km para manter uma boa base comparativa dos tempos mas isto acontece-me com alguma frequência. Escolho um percurso e quando volto e estou a chegar a casa falta 1km. Por vezes fico a andar às voltas no bairro até chegar aos 10km mas quando estou mais cansado é-me psicologicamente impossível fazer mais um quilometro quando tenho um chuveiro quentinho apenas a alguns metros. Como sei que às vezes não vou sair de casa para correr, invento e crio alguns desafios pessoais para que me obrigue a ir para a rua. A desculpa desta semana foi ter que levar o carro à revisão. E isso para mim é um problema porque ando de mota no dia-a-dia. Levar o carro de manha à oficina, voltar para casa de taxi/uber, pegar na mota e voltar a ir para o trabalho estava a criar-me algum desconforto e ansiedade porque odeio chegar tarde ao escritório. Fico com a sensação que cheguei tarde e que a festa já acabou. Tenho que ser sempre dos primeiros a chegar. Coisas minhas. Então, fui de carro até à oficina e deixei o carro lá estacionado e voltei a correr para casa no dia anterior ao final do dia. Por coincidência, o trajeto eram 9km quase certinhos e, desta forma, obriguei-me a fazer mais uma corrida. Aos poucos começo a ganhar mais algum estofo e rotinas de treinos. O mais difícil é começar e estas auto-obrigações ajudam-me a voltar ao exercício. Sei que depois de já estar rotinado é mais fácil não parar. No próximo fim-de-semana vou à primeira corrida oficial. Vamos lá ver se consigo baixar de 1 hora nos 10km.


Histórico 2019:

  1. 10km = 1h10m
  2. 9km = 1h

 

É a partir deste momento que deixamos de acreditar em tudo?

PLMJ atacada por pirata informática.

E pronto, a partir do momento em que um dos escritórios de advogados mais importantes do país é atacado por hackers, qualquer empresa está sujeita a ataques semelhantes. Os escritório de advogados serão as entidades em Portugal que mais informação confidencial têm e mais interesse têm em manter a informação inacessível. A partir do momento em que um hacker consegue aceder a informação na PLMJ qualquer outra sociedade de advogados pode ser alvo de ataque semelhante. A partir do momento em que os clientes dos escritórios de advogados têm a percepção que basta ter acesso ao hacker certo para que qualquer adversário consiga ter vantagens nas defesas e acusações de processos em tribunal, começa a perder-se a confiança na justiça a começar pela perda de confiança nos próprios advogados. Se uma das mais prestigiadas sociedades de advogados é assim tão vulnerável, então começaremos a viver numa sociedade em que começamos a desconfiar se qualquer outra entidade poderá beneficiar de informação privilegiada para nos tramar. Imaginemos que por algum motivo tenho um litígio com outra entidade e partilho informação confidencial com os meus advogados para construirem bem a minha defesa. Qual a garantia que tenho que a outra parte não teve acesso à minha informação para me tramar melhor?

É a partir deste momento que deixamos de acreditar em tudo? Estou curioso para ver como reage o Benfica ou a PLMJ.

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Não sei lidar com o overreacting a coisas banais

Há poucos dias presenciei a paciência de uma empregada da Padaria Portuguesa a explicar a uma cliente que o valor da fatura, apesar de somar valores individuais dos items, era o custo do menu que a senhora tinha escolhido. Rapidamente percebi a dúvida da senhora que fazia todo o sentido e a emprega explicou que o sistema funcionava desta forma e que valor estava correto. Pensei que o tema ficasse esclarecido, mas não. A cliente fez mais 4 ou 5 abordagens sem perceber o motivo de não aparecer apenas o valor do menu ou porque os valores individuais não estavam ajustados para que somados desse o valor do menu. A partir da terceira iteração comecei a duvidar se a senhor queria mesmo esclarecer a dúvida ou se estava a tentar decifrar a forma como foi parametrizado o sistema de faturação da Padaria Portuguesa. A empregada respondeu 5 vezes com a mesma resposta e a cliente desistiu. Gerir este tipo de iteração não é para todos e este é um skill que diferencia os bons dos medíocres colaboradores. Mais do que saber explicar o sistema de faturação, a capacidade de gerir a situação e fazer com que a cliente saia, mesmo que com dúvidas, com vontade de regressar, faz a diferença.

A minha reação a estas iterações pessoais em contextos profissionais, um pouco diferentes dos que aqui são expostos, passam sempre por dar razão ao cliente e explicar que vou ver e perceber melhor o tema e voltar ao contato para esclarecer. É muito mais eficiente. Não se formam linhas atrás do cliente, não se desgasta a relação pessoal, não temos que aturar argumentos parvos e o overreactingcom coisas banais. Se voltarmos ao contato por escrito com uma resposta bem estruturada que esclareça cabalmente todas as dúvidas do nosso interlocutor e no final ainda pedirmos desculpa pelo incómodo causado, a situação fica resolvida sem mais delongas e não passamos pelo incómodo de tentar argumentar contra argumentos parvos. Na medida do possível tento sempre argumentar por escrito quando presencialmente sei que não consigo dar uma resposta que termine de imediato uma discussão a bom contendo das partes.