Aeroporto de Lisboa? Avancem!

Muita discussão tem havido nos últimos (cinquenta) anos sobre o novo aeroporto de Lisboa. Fala-se do estudo de impacte ambiental, interesses económicos e interesses políticos. Infelizmente não chegamos a um consenso. Faça-se o estudo e avance-se. Se não der no Montijo, que se faça em Alcochete ou na Ota. Avancem meus senhores. O que eu acho triste é Portugal não alavancar a sua posição geográfica para ser um hub de troca de escalas entre voos intercontinentais para a America do Norte e América do Sul. De tempos a tempos a questão surge, fala-se muito e depois não se avança. Não sei porque não se avança ao certo mas terá a ver com o elevado investimento necessário. Também não sei se o pico de passageiros de Lisboa é apenas temporário, resultado da crise de outros destinos turísticos. Mas vejo Lisboa como um local estratégico para escalas da Europa ocidental e medio oriente para os EUA. Falem uns com os outros senhores políticos. Cheguem a um consenso sobre o tema. E tomem decisões finais sobre o tema. Avancem! É para isso que vos elegemos.

Anúncios

Paulada com os elementos!

Vai pegar fogo
Eu vou destruir uma província
Isso não é problema é solução, há condições para tal…
Minhas cinquenta mil garrafas…
Minha galera na back…
Vamos bater as portas…
Quando abrir…
Paulada com os elementos! Vamo…
Tom.. Che! Da’puta!
Isso é muita falta de respeito

 

9km = 1h

Segunda corrida de 2019. Sei que é ridículo não fazer os 10km para manter uma boa base comparativa dos tempos mas isto acontece-me com alguma frequência. Escolho um percurso e quando volto e estou a chegar a casa falta 1km. Por vezes fico a andar às voltas no bairro até chegar aos 10km mas quando estou mais cansado é-me psicologicamente impossível fazer mais um quilometro quando tenho um chuveiro quentinho apenas a alguns metros. Como sei que às vezes não vou sair de casa para correr, invento e crio alguns desafios pessoais para que me obrigue a ir para a rua. A desculpa desta semana foi ter que levar o carro à revisão. E isso para mim é um problema porque ando de mota no dia-a-dia. Levar o carro de manha à oficina, voltar para casa de taxi/uber, pegar na mota e voltar a ir para o trabalho estava a criar-me algum desconforto e ansiedade porque odeio chegar tarde ao escritório. Fico com a sensação que cheguei tarde e que a festa já acabou. Tenho que ser sempre dos primeiros a chegar. Coisas minhas. Então, fui de carro até à oficina e deixei o carro lá estacionado e voltei a correr para casa no dia anterior ao final do dia. Por coincidência, o trajeto eram 9km quase certinhos e, desta forma, obriguei-me a fazer mais uma corrida. Aos poucos começo a ganhar mais algum estofo e rotinas de treinos. O mais difícil é começar e estas auto-obrigações ajudam-me a voltar ao exercício. Sei que depois de já estar rotinado é mais fácil não parar. No próximo fim-de-semana vou à primeira corrida oficial. Vamos lá ver se consigo baixar de 1 hora nos 10km.


Histórico 2019:

  1. 10km = 1h10m
  2. 9km = 1h

 

É a partir deste momento que deixamos de acreditar em tudo?

PLMJ atacada por pirata informática.

E pronto, a partir do momento em que um dos escritórios de advogados mais importantes do país é atacado por hackers, qualquer empresa está sujeita a ataques semelhantes. Os escritório de advogados serão as entidades em Portugal que mais informação confidencial têm e mais interesse têm em manter a informação inacessível. A partir do momento em que um hacker consegue aceder a informação na PLMJ qualquer outra sociedade de advogados pode ser alvo de ataque semelhante. A partir do momento em que os clientes dos escritórios de advogados têm a percepção que basta ter acesso ao hacker certo para que qualquer adversário consiga ter vantagens nas defesas e acusações de processos em tribunal, começa a perder-se a confiança na justiça a começar pela perda de confiança nos próprios advogados. Se uma das mais prestigiadas sociedades de advogados é assim tão vulnerável, então começaremos a viver numa sociedade em que começamos a desconfiar se qualquer outra entidade poderá beneficiar de informação privilegiada para nos tramar. Imaginemos que por algum motivo tenho um litígio com outra entidade e partilho informação confidencial com os meus advogados para construirem bem a minha defesa. Qual a garantia que tenho que a outra parte não teve acesso à minha informação para me tramar melhor?

É a partir deste momento que deixamos de acreditar em tudo? Estou curioso para ver como reage o Benfica ou a PLMJ.

destaque-18.jpg

Não sei lidar com o overreacting a coisas banais

Há poucos dias presenciei a paciência de uma empregada da Padaria Portuguesa a explicar a uma cliente que o valor da fatura, apesar de somar valores individuais dos items, era o custo do menu que a senhora tinha escolhido. Rapidamente percebi a dúvida da senhora que fazia todo o sentido e a emprega explicou que o sistema funcionava desta forma e que valor estava correto. Pensei que o tema ficasse esclarecido, mas não. A cliente fez mais 4 ou 5 abordagens sem perceber o motivo de não aparecer apenas o valor do menu ou porque os valores individuais não estavam ajustados para que somados desse o valor do menu. A partir da terceira iteração comecei a duvidar se a senhor queria mesmo esclarecer a dúvida ou se estava a tentar decifrar a forma como foi parametrizado o sistema de faturação da Padaria Portuguesa. A empregada respondeu 5 vezes com a mesma resposta e a cliente desistiu. Gerir este tipo de iteração não é para todos e este é um skill que diferencia os bons dos medíocres colaboradores. Mais do que saber explicar o sistema de faturação, a capacidade de gerir a situação e fazer com que a cliente saia, mesmo que com dúvidas, com vontade de regressar, faz a diferença.

A minha reação a estas iterações pessoais em contextos profissionais, um pouco diferentes dos que aqui são expostos, passam sempre por dar razão ao cliente e explicar que vou ver e perceber melhor o tema e voltar ao contato para esclarecer. É muito mais eficiente. Não se formam linhas atrás do cliente, não se desgasta a relação pessoal, não temos que aturar argumentos parvos e o overreactingcom coisas banais. Se voltarmos ao contato por escrito com uma resposta bem estruturada que esclareça cabalmente todas as dúvidas do nosso interlocutor e no final ainda pedirmos desculpa pelo incómodo causado, a situação fica resolvida sem mais delongas e não passamos pelo incómodo de tentar argumentar contra argumentos parvos. Na medida do possível tento sempre argumentar por escrito quando presencialmente sei que não consigo dar uma resposta que termine de imediato uma discussão a bom contendo das partes.

SCENARIO is the award-winning magazine on trends, ideas, visions, and possible futures.

Há momentos na vida em que nos apercebemos que nos faltam conhecer tantas coisas que se fazem. Um exemplo mais recente na minha vida foi o facto de apenas me cruzar hoje com esta revista por sugestão de um colega. Deixo aqui para que possa chegar a mais alguém que ache interessante.

SCENARIO is the award-winning magazine on trends, ideas, visions, and possible futures. It was established in 2010 and is developed by futurists from the Copenhagen Institute for Futures Studies in regular collaboration with the brightest minds, notorious leaders, and prolific influences from around the world.

Pensar sobre o futuro é fascinante. De que forma a inovação ou a humanidade se vai desenvolvendo e como podemos perspectivar viver em sociedade daqui a vários anos. Na edição que tive oportunidade o tópico que achei mais interessante foi sobre as crianças do futuro, ou melhor, como a sociedade olha para as crianças. Sobretudo nas sociedades mais desenvolvidas em que os objetivos pessoais e profissionais dos pais pressionam a cada ano que passa para que não tenham mais filhos e desta forma tenham que alocar grande parte do tempo da sua vida a educar crianças ao invés de aproveitar a vida ou investir no seu próprio futuro. Antigamente as pessoas mais bem sucedidas tinham muitos filhos porque podiam pagar a alguém que cuidasse delas. O resto da população tinha muitos filhos porque poderiam cuidar dos pais no futuro e os desafios para a sua educação eram menos exigentes. Olhando para o futuro, ter robots que possam estar com as crianças pode novamente estimular a alegria de ter muitos filhos. Ou, uma vez que as pessoas vivem cada vez mais anos, ter filhos após a reforma também pode ser um cenário realista. Interessante pensar neste temas.

SCENARIO-5.2015.jpg

Não há cargos de liderança para todos

Os dias têm 24 horas e é bom que o tempo seja utilizado da melhor maneira. Mas há pessoas a quem parece faltar tempo  e outras a quem parece que o dia nunca mais acaba. Quem tem tempo de sobra é porque não arrisca sair da sua zona de conforto, tem as suas rotinas bem definidas e não quer perder o controlo da sua vida. Sair todos os dias às 18h do trabalho é possível na maior parte das vezes. Mas não haverá necessidade de arriscar num novo projeto que requeira o nosso empenho e por algumas vezes tenhamos que estar até às 22h? No meio de rotinas tão preenchidas, se queremos crescer temos que esticar os dias. E se antes de sair, ficar no escritório a testar uma nova apresentação, reforçar um novo skill, conhecer uma nova ferramenta, fazer um relatório mais fora da caixa que me consome mais tempo? Engane-se quem achar que será promovido e conseguirá escalar as hierarquia das empresas assente em ser muito bom “apenas” naquilo que faz. Aquilo que faz em determinado momento não é o suficiente para postos superiores e mais responsabilidades. E engane-se também que as oportunidades vão surgir antes de demonstrarem previamente em várias circunstâncias que são capazes de o fazer. Se tudo correr bem, depois de avançar no posto, surgirá uma nova rotina. E depois de consolidados os conhecimentos e os processos surgirá uma nova vontade de sair da zona de conforto e crescer mais um pouco. Acho que é isto que diferencia as pessoas que chegam a posições de liderança nas empresas. A vontade e o empenho. Pelo menos nas empresas honestas. No entanto não há problema nenhuma em manter a rotina e apostar em outros objetivos não-profissionais. Afinal de contas não há cargos de liderança para todos nas organizações.

livro-james-brown-the-hardest-working-man-ingls-raridade-D_NQ_NP_658662-MLB25536175863_042017-F.jpg

 

 

Na política, o risco de corrupção e atitudes negligentes são muito elevados

Ponto 1, Miguel Macedo está inocente e está absolvido. Ponto 2, que se fala menos, Maria Antónia Anes, ex-secretária-geral do Ministério da Administração Interna, foi considerada culpada do crime de corrupção. Segundo o Juiz “O comportamento da dra. Maria Antónia Anes é inadmissível”.

A partir do momento em que alguém é considerado inocente – após os vários recursos que possam haver – eu olho para a pessoa como inocente. No entanto a partir desta data sempre que se falar do nome do ministro Miguel Macedo será inadvertidamente associado ao cidadão português como aquele do escândalo dos vistos gold. E isso, sendo uma pena muito mais leve do que a prisão, pode prejudicar toda a sua vida política, profissional e pessoal.

É fácil os ministros serem chamados a tribunal por atos das suas equipas como neste caso a secretária geral do ministério da administração interna, ou no caso de Tancos, onde podemos facilmente imaginar uma situação que decorre nos corredores do ministério da justiça sem que o ministro se aperceba. O mesmo pode acontecer nas empresas. Nas grandes empresas os administradores não fazem ideia do que se passa no dia-a-dia e acreditam que o que os gestores fazem é no melhor interesse da empresa. Nas empresas com altos níveis de engagement ou de compromisso isso é expectável que aconteça na maior parte das situações, no entanto se os colaboradores não se revirem na liderança que têm ou se tiverem tamanha liberdade que achem que podem fazer o que lhes interessa, então o risco de a empresa ser chamada a tribunal por atitudes dolosas dos seus colaboradores é mais do que expectável.

As empresas vão sendo construídas ao longo dos anos e os colaboradores são criteriosamente recrutados para reduzir este risco. Já na política, têm que se montar centenas de postos de trabalho nas semanas após as eleições e as referências vêm de todos os lados não sendo possível aos lideres avaliarem criteriosamente cada um deles. O risco de corrupção e atitudes negligentes são muito mais elevados.

E agora, imaginemos que José Sócrates era considerado inocente e que se provava cabalmente que não fez nada de errado para além de ser tótó?

Homens e Mulheres a liderar

Não consigo ter uma posição final sobre as quotas por género nas empresas. Apenas consigo analisar a realidade que vivo de perto e sei que é muito diferente do sistema social, empresarial e publico em que vivemos. Quando observo que há mais homens em posições de liderança chave tento olhar à volta e perceber como funcionam os sistemas de promoções. Vejo mais homens a serem promovidos mas quando vejo as alternativas do sexo feminino, de forma imparcial, parece-me mais do que justo e nestes casos não sei como poderia um sistema por quotas ajudar a tomar decisões com base no mérito uma vez que promoveria pessoas menos qualificadas para os cargos. Já quando um lugar de topo é ocupado por alguém de fora parece-me difícil de acreditar que no mercado de trabalho não hajam mulheres com experiência superior a vários dos homens contratados.

Abstraindo-me desta realidade percebo que as quotas pretendem colocar as mulheres ao nível dos homens nas empresas e nas instituições. Não apenas para fazer numero mas para que ganhem – nos casos em que não tenham – a experiência necessária para o cargo e que a médio prazo, naturalmente, apareçam mais mulheres melhor preparadas para cargos de liderança. Concordo assim que o sistema de quotas seja aplicado nas empresas do estado que com a dimensão e numero de pessoas que emprega permite influenciar a forma como a sociedade dá iguais oportunidades a homens e mulheres.

A sociedade Portuguesa esteve amarrada a uma ditadura durante muito tempo e não houve iguais oportunidades para homens e mulheres. Acredito que nas gerações mais novas a discriminação de género não seja sequer tema de conversa.

destaque-1-2.jpg

Reskilling e os tutoriais do Youtube

Pensava eu num plano de formação para a minha equipa e à medida que abria os vários sites profissionais e lia as descrições dos planos que haviam disponíveis bocejava e ia ficando entediado. Não obstante ser absolutamente necessário hoje em dia dominar-se as ferramentas de produtividade como o Excel, PowerPoint ou Outlook (ou outras similares)  , as formas que existem para passar conhecimento sobre as mesmas ficou parada no tempo e o dinheiro investido pelas empresas com objetivos de dotar as pessoas com mais skills torna-se num massacre enfadonho para o qual as pessoas não estão disponíveis nem aprendem. Desisti rapidamente da ideia e pensei em formas alternativas de motivar as pessoas a terem interesse nos temas. Consolidei um conjunto de links com tutoriais no youtube e desenvolvi alguns exercícios básicos aplicados à realidade de cada um e construí um plano de formação ajustado às necessidades da equipa. Se temos interesse em aprender alguma coisa, uma nova língua, a cozinha, a desenhar ou a editar videos basta-nos investir algum tempo a aprender. No entanto esta força de vontade não está presente na maioria das pessoas. As próprias pessoas preferem seguir um formalismo de ficarem fechadas numa sala a verem despejadas toneladas de informação, saírem de lá com um diploma com a certeza de que vão continuar a saber muito pouco. Isto para as pessoas que não têm interesse em aprender e a desenvolver-se. E para estas pessoas nem faz sentido qualquer investimento. Por outro lado, as pessoas que são curiosas e têm sede de conhecimento, rapidamente procuram por fontes de informação, têm a disciplina necessária para trocar alguns minutos de uma série por um tutorial e a consistência de se esforçarem até que realmente aprendam. E para estas pessoas o investimento também não faz sentido porque o que realmente lhes interessa não se aprende em sala. Acredito que uma boa equipa se faz muito mais de pessoas dispostas a aprender do que de pessoas que pensam já tudo saber. Estas últimas podem estar no topo durante alguns anos, mas quando os skills necessários não são os que dominam e é necessário um reskilling de competências, a falta de motivação fá-los ser ultrapassados pelos restantes que ativamente procuram reaprender e reeducar-se.

maxresdefault

Comprei um kit de graxa e comecei a engraxar os sapatos

Há uns tempos decidi cuidar das minhas coisas. Comecei a passar as camisas a ferro olhando com detalhe para os colarinhos e para os punhos para garantir que estavam impecáveis. Comprei um kit de graxa e comecei a engraxar os sapatos. Demoro apenas 20 minutos entre preparar a graxa, a escova, tirar os atacadores, engraxar e arrumar novamente. O cuidado que posso ter com os detalhes e a liberdade de o poder fazer quando me apetece dá-me gozo. Se amanhã tenho uma reunião importante, posso tratar dos sapatos hoje. Entrar numa sala de reuniões com os sapatos a brilhar e com as camisas impecáveis aumenta a minha confiança e ajuda-me a ser melhor naquilo que faço.

Até há pouco tempo engraxava os sapatos num engraxador de Lisboa. Mas sempre achei um pouco estranho estar sentado de pé estendido à espera que alguém cuidasse dos meus sapatos e a ter que fazer conversa de circunstância. Sei que é o trabalho do engraxador e que ao perder um cliente perde também parte da sua receita. Mas fico mais feliz de poder controlar o futuro dos meus sapatos num tempo que é só para mim e não o tenho que partilhar com outra pessoa em conversa de circunstância.

Sou eu na foto abaixo. Visivelmente todo cagado.

Captura de ecrã 2019-01-02, às 21.46.51

2019: 10km = 1h10m

Depois de 6 meses de paragem – já sabem, põe-se as férias, depois o regresso ao trabalho, depois o Natal,…. – já voltei motivado ao exercício fisico e fiz os primeiros 10km de 2019. Não gostava de correr, mas a cada corrida o desafio de me tentar superar faz-me voltar ao sacrifício. Fiz um tempo vergonhoso de 1h10m mas o objetivo é voltar a estar próximo do meu record de 53:52m. Vai ser interessante ver se consigo manter o foco e bater este record. Manterei o tema das corridas, a par das viagens de mota na agenda deste blog. A ver se dou uso à goPro que está para ali encostada depois de fechar o canal do youtube.

Captura de ecrã 2019-01-02, às 21.05.48.png

Digital Detox… ou então apenas ter uma vida social minimamente interessante. 

A primeira lição de 2019. Digital Detox: A desintoxicação digital refere-se a um período de tempo durante o qual uma pessoa se abstém de usar dispositivos de conexão eletrônicos, como smartphones e computadores. É considerado uma oportunidade para reduzir o stress, concentrar-se mais na interação social e na conexão com a natureza no mundo físico. via Wikipedia.

http://digitaldetox.org – Digital Detox® is a slow-down, not a start-up.

É verdade que quem tem um portátil ou smartphone passa horas a fazer scroll sem que isso em 90% do tempo acrescente qualquer valor à sua vida. Faz-se o scroll vê-se o que toda a gente tem publicado e após concluir faz-se o refresh e aparece mais informação fresca. Depois vamos mudando de sites ou aplicações. Passamos do Twitter para o Instagram. Vamos ao Youtube. Até vamos ao Facebook quando tudo o resto demora mais alguns minutos a atualizar.

Apenas quando desligamos do computado ou smartphone e passamos meio dia a fazer qualquer coisa e voltamos é que nos apercebemos que não perdemos nada de realmente útil porque o feed volta a atualizar e podemos voltar à mesma lenga-lenga mais horas. Gostei do conceito do Digital Detox e do facto de já haver uma organização criada para o efeito. Mas acho triste quando chegamos a esta situação onde há instituições a fazer aquilo que não conseguimos fazer por nós próprios. Tal e qual os agarrados na droga. Sabem que vão ficar pior mas insistem em drogar-se. Até que alguém ou alguma instituição tem que intervir para que não se percam para a vida.

Digital Detox… ou então apenas a falta de uma vida social minimamente interessante.

224185390.jpg

 

 

No final de contas, o que interessa ter saúde se acabarmos por morrer à sede ou com fome?

Jantava eu num restaurante quando a meio me apercebi estar numa casa de fados em Benfica. Gosto de fado mas não estava no mood para começar a jantar às escuras a ouvir fado, sobretudo porque apenas 1 dos 3 fadistas que subiu ao palco era realmente bom. Eu e os meus companheiros ficámos uma pouco deslocados no espaço até porque a sala estava quase vazia e tivemos que bater palmas e cantarolar. Afinal de contas, quem é que vai a uma casa de fados para estar a falar enquanto tocam os senhores. Mas a meio da performance, enquanto tentávamos comer o jantar sem que parecesse falta de educação tirar os olhos dos artistas, o fadistas sai-se com os seus votos para 2019. Entre alguns que elegeu, para ele o mais importante era a saúde. Porque sem saúde tudo o resto não traz alegria, relativamente. Ora, parece um cliché desejar saúde nos momentos festivos, mas de fato, a saúde é um dos pilares para a satisfação das necessidades do ser humano. De acordo com Abraham Maslow, o ser humano rege sua vida de acordo com as suas necessidades, que podem ser divididas em Fisiológicas, Segurança, Social, Estima e Realização Pessoal.

As necessidades fisiológicas são as necessidades básicas do ser humano. Depois de alcançadas, consegue avançar para o alcance das necessidades de segurança — e assim sucessivamente, até atingir as necessidades de realização Pessoal.

Nas sociedades contemporâneas, desejar saúde é bom sinal. Quer dizer que pelo menos a parte do ar e restantes componentes das necessidades fisiológicas são dadas como certas.  De qualquer das formas, para o futuro vou passar a desejar “muita comida e água para que não passes por necessidades básicas”. No final de contas, o que interessa ter saúde se acabarmos por morrer à sede ou com fome?

Hierarquia_das_necessidades_de_Maslow.svg.png

O drive-in do McDonalds não está feito para motas.

O drive-in do McDonalds não está feito para motas. Desde logo porque não nos dão sacos resistentes e a bebida vem sem saco ou suporte. A tampa da bebida também não garante que a meio da viagem não salte o liquido. Já transportei muito bicmac na mota e há uns quantos truques que fui aprendendo nesta vida. Se vens de mota tens 3 formas de transportar o teu menu. O primeiro e mais fácil é teres uma top case e nesse caso tens 2 cenários. O primeiro quando tens a topcase cheia de tralha que vais deixando por lá até poderes levar tudo para casa e nesse caso metes o teu menu num dos lados e colocas a tralha no outro a fazer pressão e rezar para que numa curva não tombe tudo. Se tiveres a topcase vazia então estás tramado porque a probabilidade de chegares com o jantar todo molhado é de 91%.

Se não tens uma topcase podes ter uma mochila. E parecendo que não, esta solução é melhor do que uma topcase vazia porque vai tudo aconchegado e junto ao teu corpo. Fazes as curvas direitinho para que nada caia.

Se não tens topcase nem mochila podes sempre colocar o saco com a comida no guiador preso com o polegar do lado direito. A bebida pões por baixo do casaco e vais muito devagar. Este nunca experimentei.

Ou então poupas o trabalho de chegar a casa e começas a comer tudo em andamento, como o Cager on Two Wheels demonstra e bem no video abaixo.

#mcdonalds #bigmac #Cagerontwowheels #motard #motas

 

As teorias da evolução são como as sardinhas?

fonte: aqui

E este mapa que retrata a história do mundo desde o ano 2.000 AC? Foi a partir daqui que começou a história como a conhecemos?  Eventualmente pode ir até 4.500 AC e aos povos da Suméria. Não é impressionante não se saber nada num planeta com 4,54 mil milhões de anos a não serem pistas, teorias e ossos que alguém nos diz o que pensam que pode ser? Não é impressionante pensar que faz todo o sentido acreditarmos no que nos dizem mas que em 50% das situações quando a ciência evolui descobre-se que os outros 50% afinal não eram bem assim? Como as sardinhas. Ora fazem bem à saúde, ora fazem mal.

histomap-big.jpg

 

Risco = Perigo + Alarme.

Sandman (Peter Sandman) reduziu a sua sabedoria a uma equação muito simples: Risco = Perigo + Alarme. Para o CEO com a carne de hamburguer de má qualidade, Sandman ocupa-se da “redução do alarme”; para os ecologistas, ocupa-se do “aumento do alarme”.

Note-se que Sandman trata do alarme e não do perigo em si próprio. Ele reconhece que o alarme e o perigo não têm o mesmo peso na sua equação de risco. “Quando o perigo é alto e o alarme é baixo, as pessoas têm uma reação mais fraca do que seria de esperar”, defende. “E quando o perigo é baixo e o alarme é alto, têm uma reação excessiva”. em Freakonomics, o estranho mundo da economia. #Risk # Risco

E se o ser humano tivesse sido o primeiro ser com inteligência artificial?

“Na última década o avanço da AI despertou temor em algumas personalidades, como Stephen Hawking e Elon Musk. Para eles, a dominação das maquinas e o declínio da civilização humana são realidades possíveis. Em um cenário hipotético, as maquinas dotadas de inteligência se tornariam a forma de “vida” dominante na terra. Mas será que isso poderia realmente acontecer?” via Segredos do Mundo

Ninguém consegue prever o que será o futuro ao nível da Inteligência Artificial. O certo é que já fomos à Lua, estamos a chegar a Marte, os carros andam sozinhos e 100% elétricos e temos a Uber Eats (?). Os receios de algumas das personalidades mais influentes fazem-nos pensar se em algum dia viveremos num mundo de robots, quer sejamos nós a controlar, quer sejamos controlados por eles.

Mas imaginemos que com o desenvolvimento da IA o robots passam a tomar decisões sozinhos e a desenvolver relações entre eles e com os humanos? Será mesmo possível chegarmos a uma sociedade partilhada entre robots e seres humanos? Numa fase inicial iríamos utilizá-los a nosso proveito e explorá-los ao máximo. Mas se a IA se desenvolver seria natural que os robots quisessem fazer outras coisas e reivindicassem alguns direitos mínimos. Inicialmente de forma educada, passado algum tempo de forma violenta reprimindo os humanos, porque os humanos apenas mudam alguma coisa que seja do seu interesse no limite. Veja-se o aquecimento global e o que não está a ser feito enquanto chegamos rapidamente a este limite.

Neste contexto gosto de pensar se nós, os humanos, fomos um primeiro exemplo de inteligência artificial? Não robótica, de alguma forma orgânica mas criada por outros seres (à semelhança do que os humanos estão a fazer com os robots). Começámos muito limitados mas ao longo de milhares anos fomos evoluindo e hoje já conseguimos inclusivamente desenvolver IA para aplicar a outros. Se tivesse tempo poderia tentar procurar alguma coisa sobre isto na internet pois acredito que alguém já deva ter pensado nisto. Mas estou demasiado ocupado o por o meu robot computador a passar videos sem interesse ininterruptamente e depois vou pedir ao meu robot forno para fazer o jantar. Vistas bem as coisas, se estes robots tivessem IA seria um sonho. O homem sonhava e o jantar aparecia.

Motard Sentimental

Peguei na mota e sai de casa com destino incerto. Calcei as luvas, desci o capacete e lá fui eu. Vi os campos, vi os animais. Senti os buracos, senti o frio a entrar-me pelos ossos. Mas senti o cheiro do mundo. Parei num cais, desci da mota e perguntei a uma linda senhora se sabia onde estava. Estás em casa respondeu ela. Senta-te, disse-me. Ficámos lado a lado a contemplar o outro lado do rio. Demos a mão secretamente. E ficámos por ali a tarde. Quanto voltei para casa cruzei-me com um senhor muito velho que me disse: “Rapaz. O que fazias sentado à beira rio? Sabes que era um travesti, certo?”

Fdx!

Captura de ecrã 2018-12-25, às 10.46.55.png

História Da Europa: 2500 Anos Em 10 Minutos

Impressionante assistir a vários séculos de história em 10 minutos e perceber a dimensão que atingiu e o tempo que durou o império romano. Perceber que a Península Ibérica esteve tomada pelo Califado Omíada (Alandalus) e outros. Após milhares de anos, aparecemos em 1.139 como país e com um rei. Em 1297 foram definidas as fronteiras no tratado de Alcanizes, tornando Portugal no mais antigo Estado-nação da Europa. Desde essa data que permanecemos sossegaditos apesar da Europa andar em constante alvoroço. Impressionante também a dimensão que a Alemanha atingiu durante o Nazismo.

(link na foto)Captura de ecrã 2018-12-25, às 19.28.17.png