Why recognition is so important

Nos dias que correm sinto cada vez mais que necessitamos de reconhecimento quer seja para alimentar o ego face aos demais ou simplesmente porque é bom ser-se reconhecido, tem uma vibração positiva. E o que fazer para se ser reconhecido? Acredite-se ou não, é preciso trabalho, dedicação mas acima de tudo saber “vender-se” e saber difundir os nossos sucessos. Acredito que para alguém extrovertido poderá ser bastante fácil assumir esta posição e “vender” o seu trabalho e difundir os seus sucessos no entanto para alguém introvertido será certamente mais difícil faze-lo. Isto não significa que os introvertidos são melhores ou piores profissionais ou que mereçam mais ou menos ser reconhecidos. No entanto, terão, possivelmente, que trabalhar mais e ser mais criativos na forma como se dão a conhecer aos demais. É fundamental percebermos a importância que o nosso (individual ou em equipa) trabalho tem no computo geral da companhia, isso ajudará a percebermos como nos podemos promover. Divulgar os projetos que estão em progresso, divulgar os principais accomplishments, reconhecer as próprias equipas e o trabalho desenvolvido é uma ótima forma de nos promovermos a nós mesmos motivando e reconhecendo ao mesmo tempo as pessoas que trabalham connosco.

Até podes achar que não precisas de reconhecimento e que te auto motivas mas a verdade é que o reconhecimento, mesmo que inconsciente, provoca uma sensação de bem estar e poderá abrir “portas” para futuros projetos, novas responsabilidades,…

Por vezes o facto de se reconhecer (o reconhecimento merecido) pode ser o factor que faz a diferença num projeto, num cumprimento de um prazo e até na retenção do talento.

Proliferação dos movimentos extremistas

Numa época em que cada vez mais nos deparamos com sinais de descontentamento por parte da população em geral, descontentamento esse cada vez mais demonstrado através de manifestações, muitas delas violentas, um pouco por todo o mundo. Eu com a minha tenra idade nunca vivi uma ditadura mas cada vez mais penso que é uma questão de tempo para que tal venha a acontecer. Para mim é preocupante, essencialmente porque creio existir uma falta de informação por parte de muita gente acerca do que é uma ditadura. Temos algumas ditaduras activas no mundo a maioria diria eu na América central e do sul. Casos como a Venezuela e Coreia do norte representam muito bem este tipo de extremismo vulgo por comunista e traduzem se por povos em que a miséria é extrema, o desemprego uma loucura e a criminalidade absurda. Na Europa se bem que mais ou menos irradicada conseguimos ver o efeito nefasto nos países de leste. Bem, mas deste tipo de extremismo parece que estamos “safos” pelo menos durante os próximos anos. O que tem proliferado nos últimos tempos é a extrema direita e mesmo que em alguns casos não se denominem por extrema direita a prática é muito parecida e para isso basta pensarmos nos EUA. Bolsonaro no Brasil, movimentos a ganhar força em Itália, Alemanha, países baixos, França, tal como nos países escandinavos. Muito destes movimentos assentam o seu discurso no populismo muito assente na emigração. Relembro que o Nazismo era extrema direita!!! Bem sei que as políticas actuais não dão resposta, o nível de corrupção é crescente, bem como o nível de insegurança. Mas será que isto tudo é resolvido com políticas de movimentos extremistas? O custo é abdicarmos de parte da nossa liberdade, será que queremos mesmo isso? Já diz o ditado quem brinca com o fogo…

A arte de viver

Após algumas semanas sem ter tempo para me coçar lembrei me que me apetecia algo (ainda pensei em Ferrero Rocher, mas não, não era isso). Isto de escrever umas coisas aqui e ali, fazer uns posts, ir ao facebook, Instagram, …, é muito giro mas a verdade é que enquanto estamos focados nisso estamos a perder uma série de coisas interessantes como o chilrear dos passarinhos, o bater do vento ou o ver do por do sol. Nos tempos que correm mais me parece que vivemos menos apesar de vivermos mais… Anos!!! A pressa do dia a dia, a pressão social para o consumismo desenfreado e a invasão de aplicações e redes sociais que nos chegam diariamente ajudam a explicar o porquê de parecer que vivemos menos. Recordo-me dos tempos de criança em que não tinhamos estas “distracções” e tudo parecia mais duradouro e mais enriquecedor do que acontece hoje em dia. O que se se irão lembrar os miúdos de hoje em dia daqui a 20 anos? De um post que fizeram no Facebook? Ou de um insta stories? A redução / ausência de relações face to face levará seguramente a uma mudança nas lembranças que guardamos e temos como nossas. Obviamente não devemos viver á parte do que é a evolução mas teremos que tentar encontrar um ponto de equilíbrio entre o que é realmente viver para nós e aquilo que queremos guardar nos telemóveis e nas redes sociais para os outros, mas essencialmente para nós!

Happiness

Ruut Veenhoven, the Dutch sociologist konw as the “godfather of happiness research”, maintains the World Database of happiness. And when he looked at all the countries of the world in terms of happiness, Moldova come up dead last.

wikipedia.

  • Main findings are:
    • Happiness is universal. All humans tend to assess how much they like the life they live and conditions for happiness are quite similar. Yet there is some cultural variation in beliefs about happiness. Happiness draws on gratification of universal needs, rather than on meeting culturally relative wants
    • Need gratification depends both on the livability of society and the life-ability of individuals
    • Greater happiness of a greater number is possible in contemporary societies and can be ‘engineered’, among other things in the following ways:
      • Fostering freedom, so that people can choose the way of life that fits them best.
      • Informing people about effects of major choices on the happiness of people like them. This requires large scale long-term follow-up studies comparable to research in nutrition.
      • Investing in mental health, professionalization of life-coaching.
    • Happiness signals that we are functioning well and for that reason happiness goes hand-in-hand with good health, both mental and physical. Happy people live longer.
    • Being happy combines well with doing good. Happier people do better in relationships, do more voluntary work and are more interested in other people and their problems.

 

Inovação e criatividade

Fala-se hoje em dia muito de inovação e criatividade como essenciais à evolução dos negócios. Recentemente, fiz uma formação acerca deste tema e de facto existem uma série de mitos que são quebrados quando ouvimos a voz dos especialistas. É vulgar ouvirmos dizer que determinada pessoa com uma grande dose de criatividade tem esta mesma criatividade devido ao seus genes, que é algo inato da pessoa. Tal como, muitas das vezes, nós próprios dizemos: “Eu não tenho jeito para isso, não sou nada criativo”; “Deixemos a criatividade para o departamento de Marketing”; … Como isto, existem uma série de coisas que à partida nos limitamos mesmo sem sequer tentarmos. Mas sem querer fugir ao tema, o primeiro pilar para a inovação é a curiosidade. Se formos curiosos, questionaremos mais, reuniremos nova informação, que irá por sua vez criar conexões com outras pessoas e desenvolver a criação de algo inovador (ou pelo menos é esse o objetivo). Sei também que, a curiosidade é vista por vezes como algo negativo, vista como uma perda de tempo, mas não. A curiosidade é fundamental à inovação! Devemos então apoiar e incentivar a curiosidade. E como fazer isto? Existem algumas técnicas que podemos usar no dia-a-dia de modo a despertar a curiosidade das pessoas que trabalham connosco e a nossa própria curiosidade:
– Questionar: What is one thing I am curious about today?; What is one thing I usually take for granted that I want to explore?; What “why” questions can I ask at work today?
– Trazer alguém de fora para nos ajudar a ver os nossos processos com outros olhos.
– Trazer novas experiencias para a nossa realidade através, por exemplo, de ações de formação e tentar aplica-las de alguma forma no nosso processo.
Visto de uma perspetiva mais macro e na realidade de uma empresa como um todo é, por vezes, difícil aplicar estes conceitos até porque para se trabalhar uma ideia há que partilha-la, discuti-la e por vezes reformula-la. E para isto nada melhor que uma folha de papel em branco e uma caneta onde a ideia principal deverá ser colocada no centro da folha e a partir daí dar azo à imaginação. No final, deveremos ter um conjunto de ideias interligadas e poder escolher aquelas que poderão ter sucesso, aquelas que possam ser relevantes para o futuro. Ideias que respondam a necessidades ou que alguém pague por elas e, obviamente, que possam trazer algum retorno financeiro. Fácil não?
E para aqueles que ainda pensam que a criatividade é uma característica inata numa pessoa desenganem-se! A criatividade só é inata até 30%, os 70% restantes são fruto do nosso trabalho. Portanto trabalhem!

 

Ensaio de um Standup Comedian wanna be #1 Amigos

Todos temos amigos, não é verdade? Todos? Só se estamos a partir do principio que eles sabem que são vossos amigos. Ou são apenas vocês que  pensam que são amigos? É muito diferente…

Amigos. Mais vale ter poucos e bons. Há quem diga isto. Não sei bem quem, mas é um frase que me vai na cabeça incutida por quem me rodeia. A sociedade em geral vá. Mas ter poucos amigos significa ter amigos. E o que é um amigo? Podemos tentar enquadrar os nossos amigos numa definição feita à medida de cada uma. O dicionário tem uma definição muito fechada de amigos “Quem está ligado por uma afeição reciproca”. Tentei procurar uma definição mais alargada. Significados.com.br. Pareceu-me o melhor sitio para encontrar o que procurava. “Amigo é o nome que se dá a um indivíduo que mantém um relacionamento de afeto, consideração e respeito por outra pessoa. O amigo é aquele que possui uma grande afeição por uma ou mais pessoas, que é leal, que protege e faz o possível para ajudar sempre.”

Quantas pessoas temos assim na nossa vida? É verdade que há sempre aquele que está disponível para te ouvir chorar porque foste violado por um cigano a quem tentavas comprar droga no cais do sodré. Será aquele que te deixou ser violado para ter a droga de borla? Esse é amigo? Ou pensavas que era amigo até ao dia em que finalmente tiveste que o testar e apercebeste que afinal… não era amigo?

Ou aquele a quem pedes para te ir buscar ao caralho mais longe porque ficaste sem gasolina mas que não pode porque está a ver a bola? O campeonato esloveno na net… Todos temos esse amigo não é verdade? Aquele que se passa da cabeça com um Krsko vs Mura. Para a Taça. Na primeira eliminatória. Gosta mesmo? Ou investiu dinheiro? Não sabemos…

E pronto. Lá tens tu que vir de taxi porque esse amigo está a ver a “bola”? Será esse um amigo? Um amigo sem paciência? Ou és tu que é um chato do caraças por incomodar os amigos com coisas chatas? E neste caso é ele que pensava ser teu amigo mas que agora está a pensar “com um amigo assim…”.  Bem vistas as coisas, não eram bem amigos. Afinal, quantas vezes viste um Krsko vs Mura com ele?

Onde em quero chegar é que nunca vamos perceber quem é amigo até termos oportunidade de testar a sua amizade, várias vezes. Por outro lado, se somos sempre nós a testar a amizade, do outro lado o nosso amigo também se vai começar a afastar porque passamos de amigos a gajo chato que está sempre com stresses. Tem que haver um equilíbrio. Um dia um amigo vem-nos buscar quando ficamos sem gasolina, no outro dia somos nós a ir buscá-lo à prisão e pagar a caução de 5.000€ por roubar um banco… de jardim… Não faz sentido?… Então qual o equilíbrio que define a amizade? 

A verdade é que temos verdadeiros amigos enquanto a amizade não é colocada à prova. Felizmente, nenhum de nós .. se tudo correr bem.. terá muitos momentos em que coloca à prova as suas amizades. Ou todas as suas amizades. E quando não há problemas, somos todos amigos. E será que vivemos na ilusão de termos muitos amigos e que no final de contas temos apenas outras pessoas com quem passamos tempo?

Mas a segunda definição de amigos naquele site .br diz o seguinte: “Em alguns momentos, o amigo não precisa ter necessariamente os mesmos gostos e vontades, e em certos casos é esse exatamente o fato que os une. O amigo não precisa ser alguém completamente idêntico. É aquele que tem o poder de acrescentar ao outro, com suas ideias, momentos de vida, informações etc., ou apenas alguém para dividir momentos e sentimentos.”  Bem.. eu tenho 2 amigos. E são meus amigos precisamente porque são diferentes de mim. Estamos poucas vezes juntos. Mas quando estamos… fazemos o amor… Não. Fazemos sexo! Blhacc, não, nada. Quando estamos juntos nem sempre temos as mesmas vontades, os mesmo interesses. Um deles nem sequer bebe. O outro passa a vida a beber… Um deles já o testei várias vezes e já falhou várias vezes. Mas sinto que é por isso que é meu amigo. Porque com ele, porque o conheço, consigo não ficar chateado ou triste com isso… Nem daquela vez em que me deixou a vomitar no cais do sodré. Antes de ser violado pelo cigano. Ele é assim… Ficar chateado porquê?…

Amigos, pouco e bons. No meu caso é quase verdade. São poucos é certo. Se são bons… quase nunca estou com eles para saber. Mas já passámos tanta coisa juntos, tantas provas dadas, que tenho a esperança que continuemos amigos. Que no próximo momento de teste eles vão lá estar para mim. Bem.. na verdade eu é que sou o mau amigo. Porque são mais as vezes que prefiro ficar sozinho ou com pessoas que não me são tão próximas. 

Boas e más chefias

Como tudo na vida existem coisas boas e coisas más em todas as pessoas. Continua a ser verdade quando transportamos isto para o mundo empresarial. Existem boas e más chefias. Mas o que diferencia a boa da má chefia? As pessoas tendem a percepcionar que uma boa chefia é aquela que não anda sempre a “chatear”, que não é exigente e que dá tempo à pessoa para ir às redes sociais umas 10 x por dia, que dá tempo para se tomar 2 ou 3 cafés e ainda ter uma hora (ou um pouco mais) de almoço. Por outro lado existem outro tipo de pessoas que pensa que uma boa chefia deve ter uma boa liderança junto da equipa, que defenda os interesses da equipa, que saiba ouvir e que sirva de certa forma de mentor das pessoas que lidera. Estas pessoas querem ter experiencias diferentes, participar em projectos e aprender o máximo. Este conceito de boa e má chefia está portanto dependente, de certa forma, de estarmos na presença de um bom ou de um mau colaborador. Obviamente que, chefia que é chefia não deve desistir de ninguém e deverá tentar fazer de um mau colaborador um bom colaborador. Por vezes não é fácil, mas não é impossível e tem sempre o atractivo do desafio, que é mudar mentalidades.

Da experiencia que tenho tido diria que existem vários tipos de chefia que funcionam bem. Existe uma panóplia de formas de chefiar/ liderar equipas. Umas mais desafiadoras, outras que investem mais nas pessoas, outras mais passivas, …, no entanto o que penso serem os pontos fundamentais para que estejamos na presença de uma boa chefia e até de um bom colaborador são: o respeito mutuo, o profissionalismo e o ser-se colaborativo/ comunicativo. Por vezes, entende-se chefia como o responsável por todas as decisões de determinada equipa e pela pessoa que sabe tudo sobre todos os temas. Creio que é claro, que a responsabilidade final é da chefia mas, cada um de nós é responsável pela nossa quota parte, pelo trabalho que desenvolvemos. Se algo correr mal devemos ser responsabilizados independentemente se é a chefia quem tem a responsabilidade final de todas as decisões da equipa. Não cabe também às chefias saberem tudo sobre tudo. As chefias são cada vez mais pessoas com um conhecimento transversal da Companhia e com menos conhecimento técnico sobre actividades mais especificas. Um verdadeiro trabalho em equipa só funciona quando existe harmonia entre todos os membros, onde as diversas opiniões são ouvidas e existe uma constante procura pela melhoria, pela inovação e pelo desenvolvimento das pessoas. Aqui sim, o líder da equipa tem um papel fundamental.

Rotinas

No outro dia li um artigo sobre robotização e os empregos do futuro e pensei: “espera lá! Eu não sou um robot mas comporto-me muitas vezes como tal. E como eu, creio que, existem mais umas quantas pessoas que com as rotinas parecem uns autênticos robots. Será que alguma vez paramos para pensar sobre o que fazemos e como fazemos as coisas do dia a dia? Será que não temos sempre as mesmas rotinas antes de sairmos de casa? Será que não saímos de casa para o trabalho sempre à mesma hora? Será que não vemos sempre as mesmas pessoas nos transportes públicos ou quando caminhamos para o local de trabalho? Ou, quando chegamos a casa e só pensamos: “que bom vai ser sentar o rabo no sofá e ver televisão”. Chega a assustar quando se pensa neste tipo de coisas. Mas mais que pensar, é preciso agir! Não somos robots portanto não devemos comportar-nos como tal! Desde então encetei uma serie de alterações nas rotinas diárias. Desde utilizar a minha mão esquerda (é verdade, temos duas mãos) para fazer coisas que só fazia com a direita (tentem lavar os dentes ou comer sopa com a mão menos habitual. Impossível não ficar bem disposto), de fazer percursos diferentes para o trabalho, tentar fazer alguma coisa diferente durante o dia (como ir ao ginásio a horas diferentes ou ir ao supermercado à hora do almoço). Este tipo de coisas, simples, ajudam a ter a sensação que o dia tem mais horas e que o aproveitamos melhor. Mas as rotinas não se ficam por aqui. Quantos de nós temos dias marcados para ir almoçar com tal pessoa ou ir almoçar a determinado sitio? Será que não abastecemos a viatura sempre no mesmo dia (os Domingos são o dia predileto de muita gente)? Semanas a fio a ter a mesma rotina, a ir aos mesmos sitios, a estar com as mesmas pessoas.
E porque temos nós este tipo de rotinas? Creio que as pessoas são um pouco como os aviões sempre que não há situações anómalas ao redor ligam o piloto automático e deixam-se ir. Isto dá uma sensação de vazio assustadora, pelo menos quando se pensa nisso. Quando existem situações anómalas na vida de uma pessoa é quando estas saem das rotinas (muitas das vezes contrariadas e  chateadas). Não serão estas saídas fora da rotina que mais lembramos passados uns anos? Obviamente, é muito difícil não ter rotinas mas existem determinadas coisas que podemos fazer para dar um pouco de “diversão” ao nosso dia-a-dia. As rotinas são tramadas e quanto mais tempo as mantemos mais nos custa mudar.

o resto da tua vida __ a descoberta

Quem me conhece sabe que adoro comédia em geral. Gostava um dia de ter coragem para fazer standup mas não tenho o foco e a coragem necessária. Vou ver o que pode ser o futuro. Acompanhei desde o inicio a criação do Carlos Coutinho Vilhena e a sua séria no youtube “o resto da tua vida __ a descoberta” (link abaixo).

Portugal fervilha em em criações humorísticas. É fácil deixar-nos entediar pelo que não interessa mas é muito bom apreciar os projetos que acrescentam algo de novo. Novas pessoas, novas ideias, e muita criatividade. Rasgos de originalidade que já não se encontram na TV como os ímpares “odisseia” ou “último a sair”. Erro Crasso, Roda Bota Fora, e os inúmeros podcasts que aparecem fazem a minha vida mais preenchida. Este “o resto da tua vida __ a descoberta” é um projeto que fez sentido apenas na cabeça do Carlos Coutinho Vilhena e prova que se tens uma ideia, acreditas nela, tens talento e és focado na execução, então vais fazer a diferença. É fácil dizer não a uma ideia destas ao ler o guião inicial. Mas à medida que a ideia ganha forma, quando vês o impacto que causa e o empenho dos participantes, pensas… fuck! que génio. As redes sociais e plataformas como o youtube permitem ter a visibilidade para ideias que de outra forma ficariam na gaveta. Não é a melhor coisa do mundo. Mas é sem dúvida uma coisa que me dá prazer ver e isso tem sido cada vez mais difícil acompanhar no mainstream. Recomendo assim esta série. E se não gostarem passem à frente. Não temos os mesmos gostos. Tudo bem.

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A Guerra dos Tronos

À oitava temporada decidi que estava na altura de ver a Guerra dos Tronos. Se todos dizem que é boa, é porque deve ser mesmo. Decidi ver as 8 temporadas com cerca de 10 episódios de 1 hora cada uma delas. Avizinha-se pouco tempo livre para outras coisas. E já vi uma das temporadas. E vi a grande produção que é em vários episódios. Noutros também dá para ver que é possível fazer um episódio entusiasmante com grande parte da cena dentro de um cenário. O que mais me deu gozo ver até agora foi o desenvolvimento da intriga humana. Perceber como os homens tomam decisões num mundo ou numa época em que é preciso ser inteligente e esperto para estar no topo. E aperceber-me que no final de contas uma vida não vale mais do que uma vida. E aperceber-me que é tão melhor viver no nosso tempo quando comparamos com a idade medieval do nosso mundo. Para teres sucesso tens que ser forte ou ser inteligente. E isso aplica-se nos dias de hoje também. Quem é bom ou tem os melhores skills está bem na vida. Mas não basta ser, tens que te formar para ser o melhor e isso não está ao critério de qualquer um. Da mesma forma, para seres inteligente tens que ter vontade de aprender, pesquisar e ir atrás do que não sabes. Não podes simplesmente ser preguiçoso e desdenhar de quem tem sucesso porque se esforçou mais do que tu. Os seres humanos são estúpidos, tenho dito cada vez com mais regularidade. Matam-se uns aos outros pelo poder de dominar alguma coisa apoiados por seguidores que seguem qualquer coisa. Mesmo os mais inteligentes são burros por não conseguirem pensar no bem global da humanidade mas apenas da sua família, da sua terra, do seu país, da sua raça, da sua religião. Vejo a guerra dos tronos e apercebo-me que sou um tótó. Se quero chegar ao topo tenho que ser cabrão. Passar a perna ao meu chefe. Aproveitar-me de quem está comigo. Dos honestos não reza a história. Mas pelo menos vivo bem comigo. Na minha dose ponderada de cinismo e maquiavelismo na proporção exata para estar num lugar onde não me chateiam. Sou um tótó mas não sou o rei deles.

Companheira para as mesmas músicas

Comprei uma coluna para ouvir musica e deixou de funcionar passado um mês. Creio que foi a vida útil dela. Deu o seu melhor enquanto pôde. Comprei-a com desconto. Já era sinal que alguém se queria livrar dela. Alguém que sabia o que valia e que a vendeu ao desbarato. Foi feliz comigo enquanto durou. Quando a vi na loja, lá estava ela. Ao lado das irmãs. Sem falar. Sem tocar. Dentro de uma caixa. Trouxe-a para casa, despi-a e olhei-a nos olhos. Toquei-lhe e senti-a. Usei-a do modo que pensei que ela gostava. Na sala, na cozinha, no quarto e até perto da casa de banho enquanto tomava banho. Ela está feliz. Ou triste dependendo da musica que punha a tocar. Diz-me que gosta do meu sentido de humor. Pinto-a numa folha do caderno. É importante para mim. Mas o certo é que deixou de funcionar passado um mês. Será que perdeu o interesse por mim? Apagou-se e foi à sua vida. Tem o seu pensamento longe. Conheceu-me por mais tempo do que o realmente necessário para me achar interessante. Fartou-se. É normal. Quem me conhece começa por me achar reservado. Depois interessante. Depois desinteressante. Vou comprar outra coluna. E aproveitar ao máximo o próximo mês. É possível manter a felicidade e a chama em períodos de 30 dias? Vou fazer disto a minha vida? Acaba por ser desgastante. E o meu foco desvia-se de coisas realmente importantes. Já não penso no trabalho 12 horas por dia. Acaba o dia e penso em vir para casa ouvir musica. Depois penso numa nova coluna. Invisto tempo a conhecê-la a fundo. Depois parte. Recomeço. Será que algum dia vou conhecer uma coluna que esteja em sintonia comigo? Daquelas em que não é sequer preciso escolher a música no Spotify porque ela já sabe o que me apetece ouvir? Aquela em que quando estou ausente nos meus pensamentos baixa o volume e põe uma música ambiente tranquila? Vou continuar a tentar mais algum tempo. Depois desisto.

Viva ao Queixume!!

A insatisfação faz parte da vida e do meu ponto de vista até penso que é bom estarmos insatisfeitos. Mas existe uma enorme diferença entre estar insatisfeito e não fazer nada e estar insatisfeito e fazer / tentar fazer alguma coisa, para mudar este estado de espírito. Certamente todos nós no nosso dia a dia nos deparamos com pessoas que praticam (e alguns até à exaustão) o que eu lhe chamo de “queixume”. O “queixume” é o acto de alguém queixar-se por tudo e por nada. Deparo-me cada vez mais que as pessoas andam insatisfeitas com a vida, com o trabalho, …, e a forma que arranjam para ultrapassar isto é queixarem-se. Para estas pessoas tudo serve para a prática do “queixume”. “Não tenho dinheiro, não posso ir de férias.” “O meu chefe é um parvalhão, arrogante”.”Estou farto de trabalhar aqui”. “O meu vencimento é uma miséria”. Na maioria dos casos, diria que, as pessoas têm poder para mudar a situação e irem resolvendo uma coisa de cada vez. As pessoas queixam-se mas não fazem nada para mudar, ficam paradinhas a fazer o que sempre fizeram à espera que caia do céu alguma coisa (ninguém sabe bem o que) e as façam mudar. Reconheço que é mais fácil praticar o “queixume” que agir, procurar algo melhor para nós.
As pessoas estão tão imbuídas neste espirito que quando alguém não se queixa elas tentam incentivá-las a queixar-se. “Então, de certeza que te apetecia mais estar em casa do que estar aqui a trabalhar”. “De certeza que estás farto de apanhar trânsito e preferias viver em Lisboa”. “Não te queixas porque não tens de chegar a casa e tratar da casa, tens empregada”. Mas o mais interessante é ver duas pessoas a queixarem-se. Nesses casos o nível de “queixume” sobe a patamares de excelência. As pessoas entram numa especie de rivalidade e disputa que quem está de fora tem a sensação de que se orgulham em estar a queixar-se. “Tu queixas-te muito do teu chefe mas se tivesses um como o meu…”. “Tens um filho e dizes isso? Espera até teres 2, ai sim vais ver o que custa.” Creio que existem pessoas que mesmo que ganhassem o Euromilhões e tudo lhes corresse a 100% iriam arranjar alguma coisa para se queixar, porque as pessoas sentem essa necessidade. A vida pertence a cada um vós, assumam o comando das vossas vidas e… parem de queixar-se!

 

 

Andar pelo desconhecido

Gosto de pôr a mochila às costas e começar a andar por ruas desconhecidas. Posso partir de um ponto familiar mas assim que tiver a oportunidade viro no primeiro sitio que desconheço. E a sensação é brutal. Por vezes é frustrante porque a rua pode não ter saída ou porque não tem nada de interessante. Mas outras vezes dás contigo no meio de uma cidade que para ti é desconhecida porque nunca arriscaste. Ou porque não tiveste paciência de experimentar seguir por um caminho diferente. Ok, há um motivo para que estes não sejam os caminhos mais frequentados e o principal é que podem não ir dar a sitio de interesse. Mas a experiência de andar pelo desconhecido já será um destino em si mesmo. Na vida fazemos sempre o mesmo caminho, todos. Ou quase todos. Ou quem não faz o mesmo caminho que nós, faz outro mesmo caminho qualquer que é lá deles. Podes ter a tua identidade na mesma e gostares das tuas coisas. Mas a disponibilidade para ter um pouco de tempo para explorar coisas novas é para mim sinal de inteligência de quem está disponível para analisar a humanidade e não julgar apenas as pessoas. Ouvir novas músicas. Estórias de outras culturas. Rotinas de outras pessoas. Caminhos perdidos no meio de uma cidade que fazemos todos os dias. Eu gosto de pôr a mochila às costas e começar a andar por ruas desconhecidas.

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Foto: https://www.instagram.com/p/BvM4oYrnioF/  @fabio_plotnitskaia

 

 

Motociclos

Existem poucas coisas que me chateiam mas há uma que cada vez me chateia mais: os motociclos e as portagens. Até há bem pouco tempo comecei a reparar nestes indivíduos de duas rodas e talvez com alguma inveja também (devo confessar), principalmente quando está trânsito. Perceber que deve ser difícil para eles andarem por aí, tais as acrobacias dos portugueses quando têm um veículo de 4 rodas entre as mãos. Mas não estou aqui para dizer bem dos motociclistas, que para além de me fazerem querer ter uma mota quando há trânsito ainda fazem pouco de mim quando estou na fila para pagar as portagens na ponte 25 de Abril. Será que quando se tira a carta de motociclos dizem que as filas são para os outros? Será que existe alguma regra que diz que os motociclos podem passar à frente dos demais automobilistas? É que se não há, parece!!!! Ora vejamos o que me aconteceu no outro dia: Numa fila de cerca de 20 automobilistas, esperando cada um pela sua vez para pagar as benditas das portagens aparecem, vindos do nada, 7 motociclos. Felizes da vida e como se nada houvesse colocam-se mesmo junto as tabuletas do preço da portagem e como quem não quer a coisa passam à frente dos demais. De repente passaram de cerca de 20 automobilistas para 27!!! Até nem parece muito mas depois de estar 40min no trânsito parece a pior coisa do mundo!! Mas o pior é que as pessoas deixam passá-los sem grande alarido. Após ver o sucedido tentei, no dia seguinte, fazer o mesmo que os motociclos mas com a minha viatura de 4 rodas. Para espanto meu “levei” bastantes buzinadelas e apenas passado algum tempo deixaram-me “meter”. Vá se lá perceber isto!

Meeting New People

As pessoas são complexas. Cheias de coisas suas. Cheias de fantasmas, de rotinas, de esperanças e algumas cheias de si mesmas. Ontem quando fui fazer compras ao Lidl sozinho sobressaía um homem com aspeto sujo e de meia idade. Ao andar pelo Lidl meteu-se na brincadeira com o segurança, com a senhora à sua frente que estava na fila a dizer que estava grávido apontando para a barriga. Meteu-se com a velhota no final da final. Brincou com a menina da caixa. Fez as pessoas rir. Fez as pessoas falarem com ele. Se o vissem na rua talvez passassem para o outro lado da estrada. Ali ele conseguiu criar conversa com todos e criar um ambiente divertido numa fila chata de supermercado. É pena eu não ser assim. Tenho a sensação que perco várias vezes ao dia a oportunidade de conhecer pessoas novas. Mas as pessoas andam tão fechadas no seu espaço que é difícil entrar, nem que seja um bocadinho. O primeiro impacto que tive com esta realidade foi numa pós-graduação, numa cadeira de Marketing. Tínhamos que recolher dados para depois apresentar um estudo. E não havia alternativa. E eu estava entusiasmado para me colocar numa situação desconfortável e lá fui eu para a rua com as perguntas que desenhei do tipo “o que acha dos carros elétricos?…”. 90% das pessoas jovens diziam-me “não estou interessada, obrigado”. E eu… wtf? Foi aí que comecei a perceber que não era o homem da fila do supermercado. Não é fácil interromper os pensamentos das pessoas e as suas rotinas e entrar lá de repente. Se fores como o homem da fila é algo natural e rápido. Se for como eu tem que ser com várias iterações ao longo de uma relação pessoal em algum contexto. E nos dias que correm. Com tanta falta de paciência e com as pessoas focadas nas suas rotinas, é difícil encontrar alguém com esta disponibilidade.
Para quem tem Netflix partilho este espetáculo de stand-up do Daniel Sloss “Puzzle”. Para além de ser dos melhores espetáculos que vi nos últimos tempos em termos de entrega, texto e temática, fez-me pensar muito. Nas pessoas. Em mim próprio. Se tiverem oportunidade de ver comentem aqui.

Daniel Sloss “Puzzle” Netflix

Review: “The Joke That Has Ended More Than 4500 Relationships”

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Ioga do Riso

Nos últimos dias estive numa sessão de ioga do riso, é verdade! De principio estava um pouco relutante mas lá acabei por ir, pela experiencia, por ser algo diferente, algo que nunca tinha feito. Foi interessante ver ao inicio o grupo de pessoas um pouco tímidas, desconfiadas, sem saber bem o que os esperava (o que ajudou imenso a disfarçar o meu nervosismo) e depois ver o final, o resultado da sessão. Para quem nunca fez, pode ser um pouco tolo e até parvo o conceito. Para quem já o fez, creio que o que pensa / se lembra é que saiu da sessão mais contente, mais animado, mais feliz. Admito que não é fácil rir sem propósito e no ioga do riso faz-se muito disto e custa, realmente custa “despir-nos” de preconceitos de ideias pré estabelecidas e simplesmente libertar de certa forma a criança que há em nós. A evolução do estado de espirito das pessoas durante a sessão é bastante interessante. Constatar que, com o passar do tempo, as pessoas começam a libertar-se e a disfrutar do que realmente se está a passar ali. Pessoalmente não encontro palavras para descrever o que se passou ali mas diria que é uma espécie de loucura controlada com efeitos positivos no teu bom humor. Além de rires, rires e rires, saltas, andas de um lado para o outro, interages, meditas, …, enfim, uma panóplia de coisas.
Muitas das vezes olhamos para este tipo de coisas desconfiados e pensamos “ahhhh isto é só estúpido”, “é uma perda de tempo”, bla bla bla bla, desculpas e mais desculpas que metemos na nossa cabeça, muitas das vezes simplesmente porque desconhecemos, porque temos medo, porque vamos estar numa zona que não é do nosso conforto e que no final é bem mais fácil dar uma desculpa que experimentar, dar um passo em frente, arriscar! O máximo que pode acontecer é não gostarmos, eventualmente acontecer que um palerma qualquer faça troça de nós mas tudo isto é passageiro e a experiencia, seja ela qual for, tornar-te-á mais rico enquanto pessoa. Afinal somos seres que vivemos das experiencias do dia-a-dia.
Quando foi a última vez que fizeste algo diferente?

Prova obtida ilicitamente

Nada melhor que começar com um tema actual que todos opinam e que pouco se faz.

Então andamos a discutir se devemos ou não usar provas obtidas ilicitamente com o caso do hacker (ou cracker?) Rui Pinto quando se calhar devíamos estar a colocar (com jeitinho) alguns dos malandros desta vida na prisão. Muitas buscas têm sido feitas, consta inclusive que provas têm sido analisadas e algumas das evidencias são as buscas feitas ao Glorioso. O que me faz realmente confusão é que se todo o tipo de prova obtida ilicitamente (que salvo melhor opinião é o caso) não serve de prova em tribunal, então, mas porque é que continuamos a investigar este caso? Das duas três, ou estamos com uma fé inabalável na justiça portuguesa e acreditamos veemente que a lei vai mudar (um pouco à semelhança do que se passa em França, em que a prova obtida ilicitamente é usada e acreditada em tribunal) ou então, estamos só a ser estúpidos e a gastar dinheiro (viva ao Erário Público). Se dúvidas houverem, quanto gastámos na operação apito dourado? consequências? detidos? Creio que poucas dúvidas existem acerca da gravidade e das evidências dos factos se bem que todos estamos bem lembrados que “apenas” se falava de “fruta” e não de pagamentos ilícitos. Assim, pergunto: será que não estamos a gastar uma pipa de massa para.. Nada? Isto até entretém uma serie de pessoas e de programas televisivos e não só mas já pagamos mais de 70% de impostos, se calhar podíamos dar uma abébia ao Zé Povinho. Existe sempre a possibilidade de mudarem a lei mas será que poderíamos aplicar uma lei retroactivamente? Não me parece que algum Juiz compre isto (bem, podemos sempre tentar um tal Juiz que está muito na moda, pode ser que esteja para aí virado). Conclusão, não me parece que haja possibilidade de alguém vir a ser condenado a não ser o Rui Pinto e bem, por sinal. Não será mais importante obter a verdade e julgar em conformidade que simplesmente “chutar para canto” e dizer: tu e tal, até és culpado, perdem-se de vista o número de provas e com o que temos podíamos te empacotar até 2150 mas, infelizmente, essas provas não são válidas! Se é preciso mudar as leis então que se mudem!! Caso não se queira mudar nada pelo menos não gastem dinheiro, o povo agradece!

Um abraço

 

Que raio de hobby mais estranho

Já há algum tempo passei por este conceito: Adult Coloring (ver aqui este artigo que identifica os benefícios para os adultos). Achei engraçada a ideia e via-me a fazer isto. Mas como quase tudo com que me cruzo acabei por esquecer e lá se foi mais um to do da lista da minha vida. Foi apenas há alguns dias que me voltei a cruzar com o conceito, não por influências externas, mas por ter sido “obrigado” a pintar com a minha filha. E nos 5 minutos que estive entretido a copiar o Calvin do nosso livro preferido, abstraí-me de tudo o resto. Foquei-me no traço preto e segui as linhas do desenho original. E no final, apesar de estar imperfeito, senti um enorme orgulho. Entrámos em competição e ela desenhou outro e outro com o seu traço de criança de 6 anos. No dia a seguir na escola deram-me os parabéns pelos desenhos diferentes das outras crianças. Quando vi, vi um Calvin engonçado. Claramente diferente de todos os desenhos dos outros meninos. Agora tornou-se o nosso hobby aos fins-de-semana de manhã. Levantar, tomar o pequeno-almoço e desenhar o Calvin. Quando não estamos juntos sinto a vontade de desenhar um Calvin, sozinho, enquanto oiço uma música. E parece-me que encontrei um novo hobby. Não é o Adult Coloring mas será um tipo de Adult Drawing. E lá fui eu ao hipermercado. Comprei um conjunto de canetas de desenho de várias cores, e blocos de papel de desenho A5… Agora, sempre que quero ter alguma ideia, pego no bloco de papel e nas canetas e começo a desenhar. Nunca soube desenhar. E na verdade ainda não sei. Mas sei que me faz sentir bem. Que raio de hobby mais estranho.

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Andamos na vida a passar o tempo

Andamos na vida a passar o tempo. À espera que apareça “aquilo”. Mas a verdade é que a vida passa e aquilo não chega. Ou ao chegar, ao aproximar-se da nossa realidade, dilui-se em mil pedaços, embrenha-se no lufa-lufa do dia-a-dia e o impacto que causa é diminuto. Como quando sonhamos intensamente com uma coisa e depois acordamos e não temos nada. Ou quando estamos excitados por um evento e depois no próprio dia nem nos apetece assim tanto ir, ou se formos é mais o desconforto do que a excitação. Estar de pé, esperar, apanhar com sol ou chuva, frio ou calor e no final esperar que não volte atrás o artista para mais uma música porque queremos é sentar-nos um bocadinho.

Isto é a vida. Vivemos intensamente todas as metas. Acabar o secundário com média. Entrar na faculdade que queremos (sem saber muito bem porquê às vezes). Acabar o curso. Encontrar emprego. Encontrar família. Ter filhos. Vê-los crescer e viver intensamente até que saem de casa. E depois? Voltar ao inicio e esperar pela morte.

Cada um tem as suas próprias metas. E as suas próprias frustrações por não conseguir atingir algumas. Mas rapidamente encontramos outras. E assim passamos a vida… andamos na vida a passar o tempo.