Deflação

De igual modo, um período de estagnação económica nem sempre é deflacionário. Mas é-o geralmente, pois o estádio anterior de expansão deixa um volume de capital e uma capacidade produtiva demasiado elevados para algo que não seja uma expansão acelerada de capital. Isto produz capacidades não utilizadas e excesso de mão-de-obra, os preços caem devido à intensificação da concorrência e todo o sistema sofre uma contracção. Durante este período, o sistema restruturação-se lentamente até serem restabelecidas as condições de uma expansão rendível. – Paul Mattick, Marx e Keynes, Os Limites da Economia Mista</strong>

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Economia Mista

Com efeito, o que caracteriza a economia mista não é a propriedade pública, mas o dirigismo de estado. – Paul Mattick, Marx e Keynes, Os Limites da Economia Mista

Economia de Mercado

Uma economia capitalista estritamente baseada na empresa privada nunca existiu; a economia assente na propriedade privada foi sempre acompanhada de um sector publico, cuja importância relativa variou de acordo com as condições históricas especificas do desenvolvimento de cada um dos países capitalistas. Mas o sector publico não foi considerado como autónomo, mas sim como uma despesa inevitável para garantir o funcionamento adequado da economia de mercado. – Paul Mattick, Marx e Keynes, Os Limites da Economia Mista

Economia Livre

Para Keynes, a opção entre uma economia controlada e uma economia “livre” deixara de existir; havia apenas a opção entre diferentes tipos de dirigismo. Um discípulo de Keynes expressou isto da seguinte maneira: “O fascismo é a forma que a nossa sociedade capitalista adquirirá no futuro, a menos que sejamos bem sucedidos na realização das reformas keynesianas ou na criação de uma economia socialista”. – Paul Mattick, Marx e Keynes, Os Limites da Economia Mista

Capitalismo III

O capitalismo considerou mais rendível limitar o desenvolvimento industrial à parte do mundo em que já se encontrava implantado. Uma vez atingida e consolidada esta posição monopolista, já não era possível renunciar a ela sem perturbar seriamente todo o tecido do capitalismo ocidental. Assim, a preservação das nações nãos industrializadas como mercados para as suas empresas foi a política comercial de todas as nações desenvolvidas, imposta aos países que dominavam. A própria natureza, dizia-se, destinava certas regiões a serem produtoras de mercadorias industriais e outras a serem produtoras de produtos primários. – Paul Mattick, Marx e Keynes, Os Limites da Economia Mista

O Capitalismo II

Para referir situações extremas: o tempo de trabalho absoluto não pode exceder 24 horas por dia, e o tempo de trabalho necessário não pode ser reduzido a zero. A extracção da mais-valia tem fronteiras naturais e sociais. – Paul Mattick, Marx e Keynes, Os Limites da Economia Mista

O Capitalismo

O trabalho e o tempo de trabalho são a preocupação principal dos empresários, ainda que estes, ao quererem maximizar os lucros, tenham os olhos fixos nos preços de mercado. Com efeito, para conseguirem este lucro, têm de começar por extrair a maior quantidade de sobretrabalho possível no processo de produção. E podem fazê-lo alongando o tempo de trabalho ou aumentando a intensidade e a produtividade do trabalho durante um dado período de tempo. Em qualquer caso, para um dado dispêndio de força de trabalho, o valor de troca dos trabalhadores reduzir-se-ia ao mínimo e, por conseguinte, a mais valia atingiria o máximo. O que vale para o empresário individual vale para a sociedade como um todo: a produção global deve fornecer um máximo de lucros para um mínimo de salários. – Paul Mattick, Marx e Keynes, Os Limites da Economia Mista

Keynes

[Keynes] Verificou também que é maior a resistência dos trabalhadores a um corte dos salários nominais do que a um abaixamento dos salários reais, o que é, evidentemente, verdadeiros, quanto mais não seja porque é mais fácil entrar em greve do que resistir ao aumento dos preços. Keynes viu que isto permitia métodos mais subtis de cortar nos salários do que a tradicionalmente utilizados. (…) “Tendo em conta a natureza humana e as nossas instituições”, escreveu, “só um insensato preferiria uma política salarial flexível a uma política monetária flexível, a menos que pudesse apontar vantagens na primeira que não existissem na segunda”. – Paul Mattick, Marx e Keynes, Os Limites da Economia Mista