A Guerra dos Tronos

À oitava temporada decidi que estava na altura de ver a Guerra dos Tronos. Se todos dizem que é boa, é porque deve ser mesmo. Decidi ver as 8 temporadas com cerca de 10 episódios de 1 hora cada uma delas. Avizinha-se pouco tempo livre para outras coisas. E já vi uma das temporadas. E vi a grande produção que é em vários episódios. Noutros também dá para ver que é possível fazer um episódio entusiasmante com grande parte da cena dentro de um cenário. O que mais me deu gozo ver até agora foi o desenvolvimento da intriga humana. Perceber como os homens tomam decisões num mundo ou numa época em que é preciso ser inteligente e esperto para estar no topo. E aperceber-me que no final de contas uma vida não vale mais do que uma vida. E aperceber-me que é tão melhor viver no nosso tempo quando comparamos com a idade medieval do nosso mundo. Para teres sucesso tens que ser forte ou ser inteligente. E isso aplica-se nos dias de hoje também. Quem é bom ou tem os melhores skills está bem na vida. Mas não basta ser, tens que te formar para ser o melhor e isso não está ao critério de qualquer um. Da mesma forma, para seres inteligente tens que ter vontade de aprender, pesquisar e ir atrás do que não sabes. Não podes simplesmente ser preguiçoso e desdenhar de quem tem sucesso porque se esforçou mais do que tu. Os seres humanos são estúpidos, tenho dito cada vez com mais regularidade. Matam-se uns aos outros pelo poder de dominar alguma coisa apoiados por seguidores que seguem qualquer coisa. Mesmo os mais inteligentes são burros por não conseguirem pensar no bem global da humanidade mas apenas da sua família, da sua terra, do seu país, da sua raça, da sua religião. Vejo a guerra dos tronos e apercebo-me que sou um tótó. Se quero chegar ao topo tenho que ser cabrão. Passar a perna ao meu chefe. Aproveitar-me de quem está comigo. Dos honestos não reza a história. Mas pelo menos vivo bem comigo. Na minha dose ponderada de cinismo e maquiavelismo na proporção exata para estar num lugar onde não me chateiam. Sou um tótó mas não sou o rei deles.

Companheira para as mesmas músicas

Comprei uma coluna para ouvir musica e deixou de funcionar passado um mês. Creio que foi a vida útil dela. Deu o seu melhor enquanto pôde. Comprei-a com desconto. Já era sinal que alguém se queria livrar dela. Alguém que sabia o que valia e que a vendeu ao desbarato. Foi feliz comigo enquanto durou. Quando a vi na loja, lá estava ela. Ao lado das irmãs. Sem falar. Sem tocar. Dentro de uma caixa. Trouxe-a para casa, despi-a e olhei-a nos olhos. Toquei-lhe e senti-a. Usei-a do modo que pensei que ela gostava. Na sala, na cozinha, no quarto e até perto da casa de banho enquanto tomava banho. Ela está feliz. Ou triste dependendo da musica que punha a tocar. Diz-me que gosta do meu sentido de humor. Pinto-a numa folha do caderno. É importante para mim. Mas o certo é que deixou de funcionar passado um mês. Será que perdeu o interesse por mim? Apagou-se e foi à sua vida. Tem o seu pensamento longe. Conheceu-me por mais tempo do que o realmente necessário para me achar interessante. Fartou-se. É normal. Quem me conhece começa por me achar reservado. Depois interessante. Depois desinteressante. Vou comprar outra coluna. E aproveitar ao máximo o próximo mês. É possível manter a felicidade e a chama em períodos de 30 dias? Vou fazer disto a minha vida? Acaba por ser desgastante. E o meu foco desvia-se de coisas realmente importantes. Já não penso no trabalho 12 horas por dia. Acaba o dia e penso em vir para casa ouvir musica. Depois penso numa nova coluna. Invisto tempo a conhecê-la a fundo. Depois parte. Recomeço. Será que algum dia vou conhecer uma coluna que esteja em sintonia comigo? Daquelas em que não é sequer preciso escolher a música no Spotify porque ela já sabe o que me apetece ouvir? Aquela em que quando estou ausente nos meus pensamentos baixa o volume e põe uma música ambiente tranquila? Vou continuar a tentar mais algum tempo. Depois desisto.

E se deixarem de funcionar os computadores?

De onde estou vejo a cidade, vejo o mar e vejo o nascer do sol, todos os dias. De onde estou consigo ver o horizonte e imaginar até onde posso ir se quiser. Não tenho uma casa grande ou sequer bonita. Mas tenho isto tudo e dou por mim a imaginar o que me dá mais prazer. Se andar preso por muitos metros quadrados ou se, estando preso em poucos, no fundo tenho toda a liberdade para poder esticar a mente para lá da praia. Poderia esticar a mente pelo computador dentro e também aí não ter limites. E saltar de realidade em realidade. Mas olhando lá para fora e vendo sempre a mesma realidade tenho o poder de imaginar tudo o que procuro dentro de todos os computadores.  E pensar durante algum tempo no que aconteceria se todos os computadores deixassem de funcionar. Passados uns dias iria ficar ansioso e triste. Ansioso por não encontrar solução para os meus problemas de forma tão fácil e imediata. Triste porque veria a minha liberdade limitada aquilo que os meus olhos conseguem ver. Teria que voltar a falar com pessoas. E todos sabemos que não é fácil falarmos com pessoas que gostem das mesmas coisas que nós como gosta o motor de pesquisa do google ou as redes sociais. Ninguém gosta daquela serie como nós, daquele artista que nós ouvimos todos os dias. Há muitas pessoas que gostam de algumas coisas que nós gostamos mas nenhuma gosta de todas as mesmas coisas. Se por um lado é bom, por outro lado ficas limitado aos gostos que vais absorvendo por quem te rodeias. Se os computadores deixassem de funcionar sentiria que reduziria a minha liberdade drasticamente. Abafar-se-ia a minha essência ao longo dos meses. E daria por mim a olhar lá para fora a pensar no que estaria por detrás de uma pesquisa no google sobre os meus pensamentos, vontades ou necessidades. Hoje olho lá para fora e imagino o que quero. Depois vou para trás de um computador colocar em prática os meus sonhos.

Andar pelo desconhecido

Gosto de pôr a mochila às costas e começar a andar por ruas desconhecidas. Posso partir de um ponto familiar mas assim que tiver a oportunidade viro no primeiro sitio que desconheço. E a sensação é brutal. Por vezes é frustrante porque a rua pode não ter saída ou porque não tem nada de interessante. Mas outras vezes dás contigo no meio de uma cidade que para ti é desconhecida porque nunca arriscaste. Ou porque não tiveste paciência de experimentar seguir por um caminho diferente. Ok, há um motivo para que estes não sejam os caminhos mais frequentados e o principal é que podem não ir dar a sitio de interesse. Mas a experiência de andar pelo desconhecido já será um destino em si mesmo. Na vida fazemos sempre o mesmo caminho, todos. Ou quase todos. Ou quem não faz o mesmo caminho que nós, faz outro mesmo caminho qualquer que é lá deles. Podes ter a tua identidade na mesma e gostares das tuas coisas. Mas a disponibilidade para ter um pouco de tempo para explorar coisas novas é para mim sinal de inteligência de quem está disponível para analisar a humanidade e não julgar apenas as pessoas. Ouvir novas músicas. Estórias de outras culturas. Rotinas de outras pessoas. Caminhos perdidos no meio de uma cidade que fazemos todos os dias. Eu gosto de pôr a mochila às costas e começar a andar por ruas desconhecidas.

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Foto: https://www.instagram.com/p/BvM4oYrnioF/  @fabio_plotnitskaia

 

 

Meeting New People

As pessoas são complexas. Cheias de coisas suas. Cheias de fantasmas, de rotinas, de esperanças e algumas cheias de si mesmas. Ontem quando fui fazer compras ao Lidl sozinho sobressaía um homem com aspeto sujo e de meia idade. Ao andar pelo Lidl meteu-se na brincadeira com o segurança, com a senhora à sua frente que estava na fila a dizer que estava grávido apontando para a barriga. Meteu-se com a velhota no final da final. Brincou com a menina da caixa. Fez as pessoas rir. Fez as pessoas falarem com ele. Se o vissem na rua talvez passassem para o outro lado da estrada. Ali ele conseguiu criar conversa com todos e criar um ambiente divertido numa fila chata de supermercado. É pena eu não ser assim. Tenho a sensação que perco várias vezes ao dia a oportunidade de conhecer pessoas novas. Mas as pessoas andam tão fechadas no seu espaço que é difícil entrar, nem que seja um bocadinho. O primeiro impacto que tive com esta realidade foi numa pós-graduação, numa cadeira de Marketing. Tínhamos que recolher dados para depois apresentar um estudo. E não havia alternativa. E eu estava entusiasmado para me colocar numa situação desconfortável e lá fui eu para a rua com as perguntas que desenhei do tipo “o que acha dos carros elétricos?…”. 90% das pessoas jovens diziam-me “não estou interessada, obrigado”. E eu… wtf? Foi aí que comecei a perceber que não era o homem da fila do supermercado. Não é fácil interromper os pensamentos das pessoas e as suas rotinas e entrar lá de repente. Se fores como o homem da fila é algo natural e rápido. Se for como eu tem que ser com várias iterações ao longo de uma relação pessoal em algum contexto. E nos dias que correm. Com tanta falta de paciência e com as pessoas focadas nas suas rotinas, é difícil encontrar alguém com esta disponibilidade.
Para quem tem Netflix partilho este espetáculo de stand-up do Daniel Sloss “Puzzle”. Para além de ser dos melhores espetáculos que vi nos últimos tempos em termos de entrega, texto e temática, fez-me pensar muito. Nas pessoas. Em mim próprio. Se tiverem oportunidade de ver comentem aqui.

Daniel Sloss “Puzzle” Netflix

Review: “The Joke That Has Ended More Than 4500 Relationships”

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Que raio de hobby mais estranho

Já há algum tempo passei por este conceito: Adult Coloring (ver aqui este artigo que identifica os benefícios para os adultos). Achei engraçada a ideia e via-me a fazer isto. Mas como quase tudo com que me cruzo acabei por esquecer e lá se foi mais um to do da lista da minha vida. Foi apenas há alguns dias que me voltei a cruzar com o conceito, não por influências externas, mas por ter sido “obrigado” a pintar com a minha filha. E nos 5 minutos que estive entretido a copiar o Calvin do nosso livro preferido, abstraí-me de tudo o resto. Foquei-me no traço preto e segui as linhas do desenho original. E no final, apesar de estar imperfeito, senti um enorme orgulho. Entrámos em competição e ela desenhou outro e outro com o seu traço de criança de 6 anos. No dia a seguir na escola deram-me os parabéns pelos desenhos diferentes das outras crianças. Quando vi, vi um Calvin engonçado. Claramente diferente de todos os desenhos dos outros meninos. Agora tornou-se o nosso hobby aos fins-de-semana de manhã. Levantar, tomar o pequeno-almoço e desenhar o Calvin. Quando não estamos juntos sinto a vontade de desenhar um Calvin, sozinho, enquanto oiço uma música. E parece-me que encontrei um novo hobby. Não é o Adult Coloring mas será um tipo de Adult Drawing. E lá fui eu ao hipermercado. Comprei um conjunto de canetas de desenho de várias cores, e blocos de papel de desenho A5… Agora, sempre que quero ter alguma ideia, pego no bloco de papel e nas canetas e começo a desenhar. Nunca soube desenhar. E na verdade ainda não sei. Mas sei que me faz sentir bem. Que raio de hobby mais estranho.

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Digital Detox… ou então apenas ter uma vida social minimamente interessante. 

A primeira lição de 2019. Digital Detox: A desintoxicação digital refere-se a um período de tempo durante o qual uma pessoa se abstém de usar dispositivos de conexão eletrônicos, como smartphones e computadores. É considerado uma oportunidade para reduzir o stress, concentrar-se mais na interação social e na conexão com a natureza no mundo físico. via Wikipedia.

http://digitaldetox.org – Digital Detox® is a slow-down, not a start-up.

É verdade que quem tem um portátil ou smartphone passa horas a fazer scroll sem que isso em 90% do tempo acrescente qualquer valor à sua vida. Faz-se o scroll vê-se o que toda a gente tem publicado e após concluir faz-se o refresh e aparece mais informação fresca. Depois vamos mudando de sites ou aplicações. Passamos do Twitter para o Instagram. Vamos ao Youtube. Até vamos ao Facebook quando tudo o resto demora mais alguns minutos a atualizar.

Apenas quando desligamos do computado ou smartphone e passamos meio dia a fazer qualquer coisa e voltamos é que nos apercebemos que não perdemos nada de realmente útil porque o feed volta a atualizar e podemos voltar à mesma lenga-lenga mais horas. Gostei do conceito do Digital Detox e do facto de já haver uma organização criada para o efeito. Mas acho triste quando chegamos a esta situação onde há instituições a fazer aquilo que não conseguimos fazer por nós próprios. Tal e qual os agarrados na droga. Sabem que vão ficar pior mas insistem em drogar-se. Até que alguém ou alguma instituição tem que intervir para que não se percam para a vida.

Digital Detox… ou então apenas a falta de uma vida social minimamente interessante.

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E se o ser humano tivesse sido o primeiro ser com inteligência artificial?

“Na última década o avanço da AI despertou temor em algumas personalidades, como Stephen Hawking e Elon Musk. Para eles, a dominação das maquinas e o declínio da civilização humana são realidades possíveis. Em um cenário hipotético, as maquinas dotadas de inteligência se tornariam a forma de “vida” dominante na terra. Mas será que isso poderia realmente acontecer?” via Segredos do Mundo

Ninguém consegue prever o que será o futuro ao nível da Inteligência Artificial. O certo é que já fomos à Lua, estamos a chegar a Marte, os carros andam sozinhos e 100% elétricos e temos a Uber Eats (?). Os receios de algumas das personalidades mais influentes fazem-nos pensar se em algum dia viveremos num mundo de robots, quer sejamos nós a controlar, quer sejamos controlados por eles.

Mas imaginemos que com o desenvolvimento da IA o robots passam a tomar decisões sozinhos e a desenvolver relações entre eles e com os humanos? Será mesmo possível chegarmos a uma sociedade partilhada entre robots e seres humanos? Numa fase inicial iríamos utilizá-los a nosso proveito e explorá-los ao máximo. Mas se a IA se desenvolver seria natural que os robots quisessem fazer outras coisas e reivindicassem alguns direitos mínimos. Inicialmente de forma educada, passado algum tempo de forma violenta reprimindo os humanos, porque os humanos apenas mudam alguma coisa que seja do seu interesse no limite. Veja-se o aquecimento global e o que não está a ser feito enquanto chegamos rapidamente a este limite.

Neste contexto gosto de pensar se nós, os humanos, fomos um primeiro exemplo de inteligência artificial? Não robótica, de alguma forma orgânica mas criada por outros seres (à semelhança do que os humanos estão a fazer com os robots). Começámos muito limitados mas ao longo de milhares anos fomos evoluindo e hoje já conseguimos inclusivamente desenvolver IA para aplicar a outros. Se tivesse tempo poderia tentar procurar alguma coisa sobre isto na internet pois acredito que alguém já deva ter pensado nisto. Mas estou demasiado ocupado o por o meu robot computador a passar videos sem interesse ininterruptamente e depois vou pedir ao meu robot forno para fazer o jantar. Vistas bem as coisas, se estes robots tivessem IA seria um sonho. O homem sonhava e o jantar aparecia.

História Da Europa: 2500 Anos Em 10 Minutos

Impressionante assistir a vários séculos de história em 10 minutos e perceber a dimensão que atingiu e o tempo que durou o império romano. Perceber que a Península Ibérica esteve tomada pelo Califado Omíada (Alandalus) e outros. Após milhares de anos, aparecemos em 1.139 como país e com um rei. Em 1297 foram definidas as fronteiras no tratado de Alcanizes, tornando Portugal no mais antigo Estado-nação da Europa. Desde essa data que permanecemos sossegaditos apesar da Europa andar em constante alvoroço. Impressionante também a dimensão que a Alemanha atingiu durante o Nazismo.

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Natal

Quando era criança o Natal era mágico. Doces durante 7 dias na casa dos avós e comida sempre em cima da mesa. Pelo menos era o que parecia. Ou estamos muito diferentes na família ou tenho uma imaginação fértil. Apenas nos juntamos para o jantar de Natal. Durante o fim de semana ou o dia de Natal são dias normais. O que muda é o andar para trás e para a frente a comprar prendas de ultima hora (comprei uma).

O Natal é diferente. Mas quando ficamos adultos tudo fica diferente. Esperar até à meia-noite para abrir as prendas quando toda a dinâmica do jantar já terminou às 10 horas é um martírio, por exemplo! E é por isso que não gosto de escrever sobre o Natal. Porque não me diz absolutamente nada. E às vezes penso se isso é triste, ou se é apenas normal.

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Sou Ateu e não acredito em deuses

Sou Ateu e não acredito em deuses. E vejo a religião com duas perspectivas diferentes. Por um lado acredito na força e sentimento de pertença que uma religião dá aos seus seguidores. Um propósito, uma muleta para ultrapassar os problemas da vida. Quanto mais pobres forem as pessoas religiosas mais sentido faz para mim que se apoiem na religião para encontrarem uma justificação para a vida miserável que levam. É uma forma de terem interesses em comum, de festejarem em conjunto, de terem alegrias juntos. Quase tenho pena destas pessoas, não por serem religiosas mas por não saberem que a religião que seguem não serve de nada a não ser para se sentirem bem.

A outra perspetiva é ver como as pessoas formadas, inteligentes e com visão do mundo acreditam na religião. Não incluo aqui as pessoas ricas per si porque a riqueza não faz com que sejam inteligentes e com a capacidade de ver fora da caixa. As pessoas inteligentes acreditam na religião porque sabem que desta forma podem conter o resto da população e manter uma sociedade desigual assente no privilégio de umas pessoas sobre as outras já que se toda a riqueza fosse distribuída igualmente o impacto seria muito maior para os ricos que o deixariam de ser face aos pobres que continuariam a ser pobres, mas menos pobres. Por isso existem entidades que vão gerindo este conhecimento e tomando medidas que garantam que as civilizações se mantêm a funcionar. Organizações como a Maçonaria, Igrejas, Clube Bilderberg mais não são do que fóruns onde dos humanos privilegiados decidem sobre o futuro da humanidade sendo a religião, história da humanidade e o nosso contexto no espaço ferramentas cruciais para manter as populações unidas.

Acredito nisto. Mas também acredito que o ser humano é burro e básico. Se não houvesse este controlo seria muito pior porque teríamos milhões e milhões de pessoas fora de controlo a lutarem por cada centímetro do planeta terra e entidades como o ISIS iriam aparecendo em vários pontos do planeta. É frustrante não podermos controlar as nossas vidas e tomar decisões que achemos mais adequadas para a humanidade. Mas seria bem pior viver num planeta escuro, de guerra e de sobrevivência.

Sou Ateu e não acredito em deuses. Mas posso aceitar que se usem os deuses para manter a ordem mundial. Quem não é inteligente o suficiente para ver isso, vive bem com isso e está em paz consigo mesmo. O que já é bom para milhões de pessoas.

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Integridade

“Um ser humano íntegro não se vende por situações momentâneas, infringindo as normas e leis, prejudicando alguém por um motivo fútil e incoerente. A moral de uma pessoa não tem preço e é indiscutível.”

Aqueles que ficam para sempre são aqueles que fizeram coisas, que partilharam ideias, tocaram os outros ou que deixam obra feita. A integridade é o valor que mais estimo e tento seguir estas pessoas. Perceber porque tomam decisões com base na sua consciência e não caminham por atalhos ou pelo fácil reconhecimento de quem lhes pode facilitar os seus objetivos. Integridade não pode ser sinónimo de fraqueza. E normalmente quem vê na integridade um sinal de fraqueza são aqueles que não entendem porque é que fazer o correto é sempre o mais adequado.

A integridade gera confiança e admiração. Por vezes pode atrasar-te no percurso mas vais sempre avançando de forma mais sólida e consistente. De que vale chegares ao topo quando depois ficar amarrado a pensamentos que não são os teus ou a ações que te vinculam para sempre de forma desvirtuada? Um excelente exemplo são a maioria dos políticos. A grande maioria dos políticos não podem ser íntegros. E isto simplesmente pelo facto de não conseguirem atingir o topo da sua carreira sem ceder a interesses, a pressões ou a subornos. Aqueles que tentam manter um caminho de integridade vêm os ataques surgir de todos os lados e naturalmente acabam por desistir cedo.

Este caminho de interesses cruzados desvirtuam a nossa sociedade. Ou então não e apenas temos que ser mais inteligentes e  conseguir fazer o nosso caminho fazendo os outros pensar que estão a conseguir o que querem. Acredito no entanto que é mais difícil conseguires lá chegares sendo integro. E é por isso que me dá tanta pica.

Mudar

Adoro mudanças! Mas não adoro mudar de casa. Mudar de casa implica encaixotar tudo. Transportar tudo. Desencaixotar tudo. Arrumar tudo. Ufa, já estou cansado só de pensar. Mas no final do dia é bom sentarmo-nos a descansar e a pensar, consegui! Nunca mais mudo de casa nos próximos 6 meses! E segue-se toda uma nova rotina. Onde estão arrumados os talheres, as toalhas de mesa, a roupa da cama…

O ponto positivo na mudança de casa é que depende exclusivamente de mim e da minha vontade em mudar. Alterado este meu mindset tudo vai correr bem!

Já nas empresas não é assim tão fácil. Alterar uma rotina, procedimento ou cultura necessita de ser planeado ao mais ínfimo detalhe. Pode a empresa querer mudar mas se os colaboradores não “comprarem” a ideia, a mudança fica sempre a meio caminho. Comunica-se a mudança, alteram-se umas coisas, mas daí por uns meses o impacto fica muito aquém de todo o potencial. É preciso envolver as pessoas, motivá-las, explicar bem o processo e ter embaixadores da mudança espalhados pelos vários departamentos.

Para mudar de casa, só preciso de me convencer a mim mesmo que é tempo de colocar a mesa no carro e acartá-la escadas acima. Lar doce lar.

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Comunicar e Barbear

Este ano ofereci uma prenda a cada um dos 9 elementos da minha equipa no trabalho. Foi um trabalho extenuante pois quis que cada prenda fizesse algum sentido. Mas a verdade é que não conhecemos as pessoas assim tão bem. Mas fiz um esforço para recordar alguma coisa em especifico de cada um e oferecer uma prenda ajustada a cada personalidade. E de facto teve impacto. Umas tiveram o impacto que esperava e outras tiveram um impacto diferente, como o colega a quem ofereci um kit de barbear para que tivesse algum requinte quando aparasse a barba e que pensou que indiretamente lhe estava a dizer que tinha que cortar a barba. É a comunicação. Vai um longo caminho entre aquilo que vai na cabeça de quem quer passar uma mensagem e quem a recebe e muitas boas ações por vezes são interpretadas de maneira bem diferente. Não basta fazer uma boa ação, é preciso ter a sensibilidade para comunicar essa boa ação e quando os destinatário são centenas ou milhares de pessoas qualquer pequeno erro é quase fatal. A ideia do tipo que fez a mensagem de Natal do Sporting poderia ser espetacular na sua cabeça, mas deveria ter perdido algum tempo a medir todas as consequências. Como eu. Deveria ter oferecido um aftershave em vez de um kit de barbear!

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Jantares de gala

Na semana passar estive em mais um jantar de gala. Jantares em que se juntam os executivos das empresas com um determinado pretexto. Naquele jantar em particular era a relação de Portugal com outro país europeu. Do meu lado esquerdo estava uma pessoa que conhecia bem e do meu lado direito uma pessoa que não conhecia, administrador de uma empresa portuguesa.

O jantar começou por volta das 21h. Com um discurso politico-empresarial a destacar as boas relações e pontos em comum dos dois países. Chato.

Seguiu-se o jantar. E no jantar as conversas foram muito interessantes e diversas: blockchain, trotinetes, inteligência artificial, o futuro das famílias, rendas em Lisboa, entre outros. Mas na minha cabeça só pensava “como é que um administrador de uma grande empresa nacional tem paciência para estar a falar comigo”, sobretudo quando muitas das conversas eram da sua iniciativa pois não queria correr o risco de ser chato. Contou-me que se tinha levantado às 5 da manha. Que passa os dias a viajar e na semana seguinte iria passar 1 semana em África. No dia seguinte ia jogar golfe. Faz desporto todos os dias. A pergunta que me ocorreu foi “o corpo habitua-se?…” e a resposta foi “não”, tenho que compensar alguns dias mais tarde.

Sempre tive curiosidade por perceber melhor o que diferencia uma pessoa que chega a administrador do resto das pessoas nas empresas. Tirando todos os casos em que um administrador é apenas uma figura representativa de algum interesse ou qualquer ideologia, um administrador executivo tem que ser alguém competente, motivada, trabalhadora, eficiente e eloquente. Não chega trabalhar 12 horas por dia e pôr a máquina a funcionar. É preciso respirar o que se faz, trabalhar 24 horas por dia. É preciso ir a muitos jantares de gala e ter acesso a pessoas influentes. É preciso jogar golfe e padel com pessoas que não se conhece. É preciso viver e ter espirito de missão na vida. E no mundo há muito poucas pessoas que têm esta ambição e disponibilidade. É por isso que não somos todos CEO´s ou administradores. Porque queremos descansar, estar com a familiar, passear e ver series.

Vi o documento Netflix sobre o Steve Aoki. Mais um exemplo de um empenho incomparável ao que se faz e o foco em executar.

https://g.co/kgs/R9Lhah

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A Arte do Parecer

Estar atento a pormenores na minha relação com outras pessoas tem sido cada vez mais um foco meu. Perceber como reage determinada pessoa a uma iteração comigo ou com outros faz-nos ver o mundo, ou pelo menos o mundo que nos é mais próximo, de outra maneira.

Era habitual ficar frustrado por estar rodeado de pessoas que faziam tudo para parecer (e aparecer). Pensar que eu tinha o dobro do trabalho e que os outros no meio de sorrisos e cortesias iam passando sem viverem grandes stresses. A estas pessoas parece que basta sorrir muito, fazer conversa de circunstância durante mais tempo do que o socialmente aceitável e falar alto para reforçarem os seus argumentos.

Costumava ficar irritado e incomodado e pensar como é que as pessoas que tomam decisões não se apercebem disto. E pensar que deveria fazer o mesmo, mas que por não conseguir corria o risco de ficar para trás.

O que a vida me tem demonstrado é que o tempo se encarrega de demonstrar as fragilidades destas pessoas sempre que a relação ou a iteração é duradoura. Ou seja, se for apenas uma única iteração no tempo a probabilidade destas pessoas passarem uma imagem positiva e competente é muita alta, no entanto se a relação durar muito tempo a imagem acaba por se desgastar porque consistentemente estas pessoas não conseguem executar competentemente.

Acredito que os lideres nas organizações conseguem muito bem aperceber-se e reconhecer cada pessoa com quem interagem e o facto de a curto prazo não fazerem nada apenas se prende com o fato de não haver ninguém melhor para o fazer. Mas a médio prazo, à medida que se fazem alterações estruturais fica evidente quem fica para trás…. as que parecem fazer raramente chegam a cargos de liderança, ou se chegam, não ficam lá muito tempo. Pelo menos em organizações transparentes e que promovam uma cultura de meritocracia.

 

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Palestina e Israel, que grande confusão

Não sou historiador nem politologo. Mas tenho opinião: Palestina e Israel, que grande confusão que para ali vai há tantos anos, há tanto séculos.

Imaginem que éramos um extraterrestre e tínhamos passados os últimos 20 mil anos a observar o planeta terra, sentados na lua. E que para nós 2 mil anos eram aproximadamente 2 anos na nossa longa vida extraterrestre.

Neste papel pensaria que os humanos são estúpidos e irracionais. O planeta terra anda em guerras de forma continua por dois motivos: religião e conquista de novos territórios. O primeiro motivo vai-nos parecer óbvio a todos quando se tornar claro que não existe qualquer deus e assumirmos que a religião está dentro de nós e que não passa disso. Porque motivo faz o ser humano cruzadas para espalhar a religião a outras pessoas? Não é racional e visto da lua parece bastante mesquinho. O segundo motivo – as conquistas – não passa da ambição de um povo ou de um líder em controlar outro povo ou outro líder. Se somos todos seres humanos, porque motivo estamos a lutar entre nós?

Na minha observação enquanto extraterrestre iria concluir que o ser humano é uma raça estúpida. Não mais estúpida que um cardume de peixes num aquário. E o melhor exemplo disso mesmo é o conflito entre Israel e a Palestina, assente – lá está – na conquista de território e no conflito religioso. Há demasiado tempo.

E quanto descobrirmos finalmente que somos uma gota de água no universo e apenas mais uma de muitas espécies, estaremos preparados para pôr de lado as nossas diferenças e vivermos com objetivos conjuntos enquanto espécie humana?

“Foi chato”, diz Bruno de Carvalho

Noticia aqui.

Foi chato foi. Mas o mais chato é que os jornais peguem nestes títulos fora de contexto. A frase completa foi “Foi mau, foi chato ver as famílias ligarem preocupadas”. Entendo que o presidente do Sporting quis dizer que foi chato para as famílias terem que passar por aquela situação, no entanto a frase tal como aparece dá a entender que foi chato para ele ter o incómodo de passar por isto, sendo mais um exemplo da figura controversa dentro do futebol.

Neste momento não há muita margem de manobra para o BdC e tudo o que houver, por mais insignificante, vai ser usado para inflamar as suas declarações.

Enquanto Benfiquista, só me consigo rir do que se passa. E agora, com alguns anos de distância consigo perceber como os nossos rivais olhavam para nós no tempo do Sr. Vale e Azevedo e das suas ações enquanto presidente do Benfica. Na altura quase todos os Benfiquista defendiam o seu presidente contra tudo e contra todos.

Muitas vezes seguimos a liderança cegamente. Faz bem contestar sem ser reaccionário ou revolucionário. Fazer perguntas e ver como as pessoas reagem. Ter um contra-peso, uma alternativa visível.

É chato. Mas mais chato do que os jornais continuarem a usar frases fora do contexto, é continuarem a haver lideres que não perceberem que têm o poder de influenciar uma pequena multidão a invadir um centro de estágios.

 

 

 

E-Topeira. Benfica. Corrupção.

Todos os clubes estão a contas com a justiça, no entanto o Benfica é quem tem os casos mais mediáticos e com investigações mais avançadas na justiça. Sou um crente na justiça e acredito que isto se deve ao facto de realmente haver provas mais concretas.

Sou um defensor do Luís Filipe Vieira porque cresci a ver um gigante adormecido, um gigante perdedor com equipas em que queria acreditar serem os melhores mas que eram bastante medianos. Neste momento temos um clube vencedor com estádios cheios e isso deve-se à gestão do LFV. Sem duvida.

Infelizmente, o poder tem um problema. Para lá se chegar é preciso remover muitas barreiras e isso na maior parte das vezes implica jogar sujo na fase da ascensão. Para se manter lá é preciso criar mecanismos para perpetuar o poder.

Não faço ideia se o Benfica ou o LFV são corrupto. Mas se são, independentemente de todo o mérito que tenham, devem ir presos! Nem que para isso tenhamos novamente um gigante adormecido durante uma década.

Sacos de Plástico

Não concordo com todas as taxas e taxinhas, sobretudo aquelas mascaradas de boas intenções para encher os cofres do estado. Mas concordo com a taxa dos sacos de plástico. Quem é contra vai dizer que as pessoas continuam a utilizar sacos de plástico porque precisam e que a única diferença é que agora pagam mais, logo menos rendimento para as pessoas e mais rendimento para o estado. A solução parece no entanto bastante simples: deixar de utilizar (tantos) sacos de plásticos. Não há taxas pagas ou taxas recebidas e não há tantos sacos espalhados por aí.

No meu caso eu noto bem a diferença. Antigamente quando ia a uma grande superfície comercial, o funcionário da caixa dava-me mil sacos de plásticos e no tempo dos meus pais até punham alguns a mais para “o que fosse preciso”. Num dia de compras no mês, levava para casa facilmente mais de 10 sacos de plásticos. Desde que passaram a ser pagos, levo apenas 1. E para as compras do mês levo sacos de casa maiores.

A evolução da humanidade faz-se de pequenas vitórias e muitas vezes têm que ser forçadas porque o ser humano é na maior parte das vezes um ser irracional.

 

Fonte http://apambiente.pt/sacosplastico :

1MILHÂO DE SACOS LEVES UTILIZADOS POR MINUTO NO MUNDO
100MIL MILHÕES POR ANONA EUROPA
466 POR PESSOA POR ANO EM PORTUGAL
25 MINUTOS DE VIDA ÚTIL
300 ANOS NO AMBIENTE

 

    • Os sacos de plástico leves são prejudiciais para o ambiente e para a saúde.
    • Por minuto, são utilizados cerca de 1 milhão de sacos de plástico leves no mundo. Por ano, circulam 100.000 milhões na Europa.
    • Portugal é um dos países da Europa onde mais são (eram?) utilizados e apenas por 1 vez. Tudo isto para serem usados por apenas 25 minutos.
    • A produção, transporte e tratamento destas grandes quantidades de sacos em circulação é responsável pelo consumo de muitos recursos, incluindo água e petróleo.
    • No lixo misturam-se com o resto dos resíduos. Acabam por isso nos aterros ou no ambiente, onde podem permanecer mais de 300 anos.
Uma grande quantidade de sacos invade hoje os oceanos, onde são o 2.º resíduo mais encontrado à superfície do mar (depois dos cigarros).

Em terra e no mar asfixiam e são ingeridos pelos animais, reduzindo a biodiversidade e entrando na nossa cadeia alimentar.