Pontos Fracos

A melhor forma de crescermos é recebermos feedback. Todos queremos ser melhor. Melhores profissionais, melhores pais, melhores em tudo. E não queremos ser melhor apenas para valorizar o ego mas porque sermos melhor faz com que vivamos uma vida mais harmoniosa. Melhorar enquanto pai, por exemplo, fará com que a relação com os filhos seja menos conflituosa e mais eficiente na educação. Melhorar enquanto profissional faz com que os pontos mais fracos se tornem em pontos menos fracos o que no todo faz com que se melhore a média global. E sermos melhores profissionais fará com que tenhamos novas oportunidades de carreira, progredirmos e termos melhores salários. E ao longo do processo irmos tendo uma vida mais estável e harmoniosa.

Estão muito enganados aqueles que pensam que quem progride na carreira são os que têm sorte. Isso não existe e é uma desculpa de quem os vê a passar e não consegue tomar nenhuma iniciativa para apanhar o mesmo barco.

Por exemplo, se estás numa organização em que é importante falar inglês e o teu inglês está abaixo do que seria o ideal, então tens que tomar a iniciativa de fazer um curso ou praticar. Em caso de decisão numa promoção, onde todos os restantes fatores sejam comparáveis, esta vai ser uma característica diferenciadora.

Se não estás confortável com o excel e demoras 3 vezes mais do que quem domina o excel, tens que parar de te lamentar e começar a assistir a tutoriais no youtube para aprender truques e praticar!

O primeiro passo para evoluirmos é termos a noção dos nossos pontos fracos. E isso não é nada fácil. No processo é importante pedir a opinião sincera de quem respeitamos para que consigam tornar para nós os pontos fracos que não conhecemos.

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Cartoon Network

Os desenhos animados para crianças do Cartoon Network são feitos para os pais. É isso que tenho constatado sempre que passo horas a ver Clarence, Gunball, Regular Show e de certa forma o Titio Avô. Piadas como “porque é que a tarte está virada ao contrário dentro do forno??? Porque dizia para aquecer a 180º!” apenas podem ser compreendidas pelos pais. Pelo menos a minha filha de 5 anos não sabe o que são graus… Esta formula é espetacular. Os miúdos ficam absorvidos pela magia das cores e patetices e os adultos riem-se a gargalhadas altas por causa das piadas non sense que estão sempre a passar.

Adoraria no meu tempo de infância ter desenhos animados 24 horas por dia. Sentar-me e ver. Aliás, adoraria poder fazê-lo agora também. Mas infelizmente, no meu papel de pai que deve ter em atenção o crescimento equilibrado da sua filha, tenho que limitar as horas de televisão. E ela deve pensar que quando for crescida vai ver desenhos animados o dia todo e não vai proibir os seus filhos de verem quando quiserem.

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E quando chegarmos aos 50?

E se te dissessem aos 50 anos que não precisam mais de ti? “Obrigado pelos últimos 20 na empresa, mas agora queremos coisas diferentes, pessoas com diferentes visões sobre o mesmo.” O que farias? Há 2 cenários possíveis. O primeiro é resignares-te com a decisão e acomodares-te em qualquer nova função desempenhando-a da melhor forma até chegar a idade da reforma e finalmente libertares-te desse peso. O segundo é reinventares-te. Mudares de roupas, de corte de cabelo e de atitude. Conheceres novas pessoas melhorando a tua network profissional e mudares a tua própria visão sobre as coisas. E se não houver lugar na empresa para o teu novo “eu” então procura fora todos os dias.

Esta situação acontece a todos e é o processo normal das empresas para se rejuvenescerem dando lugar aos colaboradores mais jovens que são em muito maior numero do que os que estão em posições de liderança nas empresas. Um facto é que a mudança é uma constante ao longo da vida. Não nos podemos acomodar quando chegamos à nossa cadeira de sonho. Aliás, é a partir dessa altura que começa a nossa nova carreira. É importante saber escutar e ajustarmo-nos em função do que dizem de nós (não todos obviamente mas uma média com bom senso).

Não penso muito nisto. Mas é uma constatação de uma realidade nas empresas. Sobretudo nas melhores empresas para trabalhar, nas mais inovadoras e as que se conseguem ajustar rapidamente às alterações económicas e sociais.

E tu? o que farás quando chegares aos 50?

 

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Dark Web

Por algum motivo recebi no “meu” facebook centenas de pedidos de amizade. Sem nenhuma relação entre elas e dado o grande numero de convites só posso assumir que se trata de algum bot que alguém com carinho fez para mim. Tanto carinho que a grande maioria são users que estão no facebook a vender sexo, masculino e feminino. Basicamente recebo convites e após aceitar começa uma conversa estranha de pessoas estranhas a tentarem avançar na sua venda de sexo. O pior é que eu acho que nem sequer estão a vender, estão apenas a oferecer. Homens e mulheres, quase todos muito feios.

Na sua grande maioria parecem-me pessoas sozinhas em busca de alguma companhia mais que tudo. Pessoas com um nível de educação muito baixo e por isso sem terem a noção do ridículo que é. Pessoas que estão rodeadas de outras pessoas iguais a elas.

Fico assustado quando começo a pensar que no mundo uma grande parte da população está nestas condições. Assustada e refugiada num mundo online que lhe dá alguma esperança num futuro diferente e fora da solidão. Parecem zombies sociais. Zombies que se alimentam de alguns likes e que dia após dia continuam a sua caminhada até terem alguma atenção, eventualmente ter sexo e arranjar alguma companhia.

Medo. Muito medo. E triste. É muito triste.

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A Arte do Parecer

Estar atento a pormenores na minha relação com outras pessoas tem sido cada vez mais um foco meu. Perceber como reage determinada pessoa a uma iteração comigo ou com outros faz-nos ver o mundo, ou pelo menos o mundo que nos é mais próximo, de outra maneira.

Era habitual ficar frustrado por estar rodeado de pessoas que faziam tudo para parecer (e aparecer). Pensar que eu tinha o dobro do trabalho e que os outros no meio de sorrisos e cortesias iam passando sem viverem grandes stresses. A estas pessoas parece que basta sorrir muito, fazer conversa de circunstância durante mais tempo do que o socialmente aceitável e falar alto para reforçarem os seus argumentos.

Costumava ficar irritado e incomodado e pensar como é que as pessoas que tomam decisões não se apercebem disto. E pensar que deveria fazer o mesmo, mas que por não conseguir corria o risco de ficar para trás.

O que a vida me tem demonstrado é que o tempo se encarrega de demonstrar as fragilidades destas pessoas sempre que a relação ou a iteração é duradoura. Ou seja, se for apenas uma única iteração no tempo a probabilidade destas pessoas passarem uma imagem positiva e competente é muita alta, no entanto se a relação durar muito tempo a imagem acaba por se desgastar porque consistentemente estas pessoas não conseguem executar competentemente.

Acredito que os lideres nas organizações conseguem muito bem aperceber-se e reconhecer cada pessoa com quem interagem e o facto de a curto prazo não fazerem nada apenas se prende com o fato de não haver ninguém melhor para o fazer. Mas a médio prazo, à medida que se fazem alterações estruturais fica evidente quem fica para trás…. as que parecem fazer raramente chegam a cargos de liderança, ou se chegam, não ficam lá muito tempo. Pelo menos em organizações transparentes e que promovam uma cultura de meritocracia.

 

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Lavar loiça

Lavar a loiça tem sido das coisas que mais me ajuda a relaxar. Talvez porque não tenha que o fazer todos os dias. Mas estar ali, focado a ouvir uma música e a ordenar pratos e copos, faz com que a confusão de pensamentos na minha cabeça se alinhe. Alguns estudos ou estudiosos dizem que algumas tarefas diárias nos ajudam a tornar mais organizados e responsáveis. Como fazer a cama todos os dias de manha – o que é uma seca. E de facto, ajuda. Depois de a cozinha estar arrumada, aparece logo em mim uma vontade de fazer outras coisas. De cozinhar, de ir à rua ou de brincar. É uma forma de quebrar aqueles momentos em que nos sentimos amorfos no fim de semana.

Não iria tão longe ao ponto de sugerir que lavar a loiça cura a depressão. Mas lavar a loiça, na minha rotina, permite-me estar sempre longe dela!

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Um exemplo!

Como bom Portugês tive momentos em que não achei nada de especial o Ronaldo. Talvez fosse porque apareceu no rival do meu clube e como todos os adeptos senti que não deveria gostar dele. Depois aquela atitude por vezes também não ajudava, sobretudo quando foi ao estádio da Luz pelo Manchester e mandou os adeptos do Benfica dar uma volta. Se tivesse deixado de jogar ao mais alto nível a partir daí ou estivesse na China, fazia dele apenas mais um excelente jogador que já não o era mais. Mas não foi assim. Este homem continua a trabalhar com um foco tão grande que me impressiona, sempre lá em cima. Este homem faz questão de ser o melhor num país de espanhóis que por vezes (quase sempre) são bastante arrogantes e maldosos. E vejo o Ronaldo como um exemplo de vida, sobretudo a nível profissional. Ter A-T-I-T-U-D-E na vida, trabalhar para ser o melhor e depois de o ser puxar dos galões para que todos o reconheçam. Aqui o português típico pode ser o melhor do mundo mas com a vergonha do reconhecimento, na maior parte das vezes passar despercebido. Ser arrogante é uma forma de forçar que os outros reconheçam que é o melhor e não há volta a dar. Ser arrogante com os maiores e ser humilde com os mais fracos é quase o papel de um super herói. Muitos não percebem as constantes revisões de contrato e os aumentos no seu salário. Mas faz todo o sentido. Se ele não o fizer, haverá outra estrela a surgir e que irá reclamar o seu estatuto. E se o clube acede a rever e aumentar o seu salário então é porque reconhece que o investimento compensa.

Podemos concordar que o Messi é mais virtuoso. Mas a atitude vencedora do Ronaldo bate todos os rivais, a grande distância!

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World Cup Insurance

Noticia.

“Insurer Beazley estimates that the event is insured for more than $10 billion across organizations including stadiums, hospitality firms, TV companies and the clubs.

The 12 stadiums, from Yekaterinburg in the east to St. Petersburg in the north, Kaliningrad in the west and Sochi in the south, are insured for physical damage to a sum of around $1 billion. A further $250 million is for terrorism liability, and $100 million is for active shooter policies.

Demand for active shooter policies, which include attacks using vehicles or knives, has risen compared with Brazil, said Chris Parker, head of political violence, terrorism and kidnap and ransom underwriting at Beazley.

Mr. Lockwood said insurance premiums against terror attacks were less than 0.5% of the sum insured, cheaper than for Sochi. That means for every $1 million of cover, policyholders would be paying $5,000 in premium.

(…)

 

Beazley estimated that the hospitality industry was insured for $500 million against the risk of event cancellation, with a further $150 million of insurance linked to World Cup-related sales promotions.

Ticketing agencies may have insured against a cyber breach, and clubs will likely have bought cover in case of injury and loss of player income.

Organizer FIFA has paid $134 million for insurance for clubs whose players get injured.

Lloyd’s of London estimates that the legs of forwards — the most valuable of all the players — have an average insurable value of more than £19 million ($25.33 million).”

 

Aquele Português

Depois do primeiro ministro António Costa, parece que o Presidente Marcelo também vai aos Estados Unidos da América (Artigo de José Pacheco Pereira aqui). E é engraçado tentar antecipar alguns momentos de conversa entre os dois. De um lado um presidente que não sabe sequer com quem está a falar, o seu país ou a sua história – Trump. Do outro lado o presidente dos afetos. Consigo antecipar o presidente Marcelo a pôr-se em bicos de pés para dar dois beijinhos ao seu interlocutor. Vejo o Trump a corar e a aceitar o beijinho. Vejo o Marcelo a dizer-lhe com uma voz serena ao ouvido “grandalhão, vê se te portas bem, ok?”.

Faz-me confusão como é que uma potência dos EUA e as suas pessoas estão tão ensimesmadas que não fazem ideia que Portugal é o primeiro país ao entrar na Europa. A minha sugestão é que o presidente Marcelo leve a estátua do Ronaldo para todo o lado num carrinho de roldanas puxado por um fio. Aí até o presidente Trump diria, quem é aquele tipo ao lado do Português Ronaldo? “Nice Guy!”

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Não nascemos ensinados

Ser pai de uma menina é maravilhoso. E cansativo. E nesta fase, com 5 anos, é impressionante como conseguimos observar as várias fases do seu crescimento. Esta semana fomos à praia os 2. Pai e filha. Tudo para correr de forma perfeita e como nos filmes não fosse o caso de estar vento, ter que levar a mochila, toalhas, chapéu e brinquedos às costas. Não fosse o facto de aparecer a birra quando a avisei que tínhamos que vir embora e que não podíamos dormir na praia. O ter que a carregar ao colo até ao carro. E no dia seguinte ter que ficar em casa com ela no meu dia de férias porque ficou com febre tal como eu a avisei 20 vezes que aconteceria caso não pusesse o boné – e não pôs. Mas é à noite quando está a dormir e eu a observo que sinto que tudo vale mais do que a pena.

A fase de crescimento que observei neste dia de praia foi a porcaria da toalha, que não esteve sem areia um segundo. Já na parte final do dia percebi que estava sempre suja porque o raio da miúda sempre que via que eu limpava a areia fazia questão de a pisar com os pés cheios de areia. Não percebi bem porquê no inicio mas depois tive um flash. Acho que simplesmente me esqueci de a avisar que já não é um bebé. E que nos anos anteriores ela ficava de pé na toalha porque depois do banho a trazia ao colo para não sujar os pés. Nela também se fez um clique. Deve ter pensado “realmente, isto de pisar a toalha com os pés de areia é estúpido”. Ensinei-a a sentar-se com os pés para fora da toalha. E foi assim, de forma simples, que consegui nos últimos 10 minutos da nossa tarde de praia deitar-me a apanhar sol enquanto ela brincava com a sua nova amiga, a Carlota.

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Eutanásia

Hoje o parlamento não aprovou a despenalização da eutanásia. É um momento triste. Não pelo resultado mas pela triste figura que todos fizeram. Faltou definir muita coisa e na ambiguidade da definição cada um interpretou como achou melhor. Vi vários cartazes com “não matem velhinhos”. Suponho que estes cartazes sejam pelo “não”, mas olho para mim e não vejo o meu “sim” como oposto a esse “não”. Ou seja, eu defendo a eutanásia mas realmente não quero que se matem velhinhos. Aliás quero que todos os velhinhos que não queiram morrer, que tenham todas as condições para serem tratados  e no limite também quero que quem nunca manifestou interesse em morrer que tenha os cuidados paliativos que merece. O meu “sim” é simplesmente ter o poder de decidir que em alguma altura da minha vida em que estiver de tal forma saturado, cansado, triste e sem forças, possa ter a liberdade de dizer “matem-me”. Não quero ter que ir procurar veneno, atirar-me de uma ponte ou procurar uma arma e correr o risco de a minha neta me encontrar pendurado numa corda num quarto.

Hoje é um dia triste para mim. Há poucas coisas que me dizem tanto. Talvez porque é apenas a minha vida. E talvez porque vi os últimos minutos da vida do meu avô em que um cancro rapidamente transformou uma vida relativamente normal numa angustia brutal em que não era o mesmo homem, que gemia de dores quando ninguém lhe tocava, que não reconhecia a própria filha que esteve com ele o tempo todo e que já não era ninguém. Nunca nos disseram. Após horas naquela angústia deixaram-nos ver o sofrimento daquele homem. Quando veio a noticia que morreu, para nós foi uma enorme tristeza. Tristeza pelo homem que foi a vida toda e pela forma como a morte lhe reservou aqueles minutos. E foi um alivio pensarmos “foi melhor assim” e não sentir raiva dos médicos caso tenham facilitado o processo.

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Talent

“Talent is the first element in building a great team. It’s a people-first approach. You need people who are a good fit. They need to have the desire and the capacity to learn and grow. They are people who enjoy being part of a team. Talent implies recruiting. Not accepting. Not settling. Talent is a higher bar. Great teams always have talented people.” (from “The Secret of Teams: What Great Teams Know and Do” by Mark Miller) – The Secret of Teams: What Great Teams Know and Do. por Mark Miller

Start reading it for free: http://a.co/ahsd3gx

Palestina e Israel, que grande confusão

Não sou historiador nem politologo. Mas tenho opinião: Palestina e Israel, que grande confusão que para ali vai há tantos anos, há tanto séculos.

Imaginem que éramos um extraterrestre e tínhamos passados os últimos 20 mil anos a observar o planeta terra, sentados na lua. E que para nós 2 mil anos eram aproximadamente 2 anos na nossa longa vida extraterrestre.

Neste papel pensaria que os humanos são estúpidos e irracionais. O planeta terra anda em guerras de forma continua por dois motivos: religião e conquista de novos territórios. O primeiro motivo vai-nos parecer óbvio a todos quando se tornar claro que não existe qualquer deus e assumirmos que a religião está dentro de nós e que não passa disso. Porque motivo faz o ser humano cruzadas para espalhar a religião a outras pessoas? Não é racional e visto da lua parece bastante mesquinho. O segundo motivo – as conquistas – não passa da ambição de um povo ou de um líder em controlar outro povo ou outro líder. Se somos todos seres humanos, porque motivo estamos a lutar entre nós?

Na minha observação enquanto extraterrestre iria concluir que o ser humano é uma raça estúpida. Não mais estúpida que um cardume de peixes num aquário. E o melhor exemplo disso mesmo é o conflito entre Israel e a Palestina, assente – lá está – na conquista de território e no conflito religioso. Há demasiado tempo.

E quanto descobrirmos finalmente que somos uma gota de água no universo e apenas mais uma de muitas espécies, estaremos preparados para pôr de lado as nossas diferenças e vivermos com objetivos conjuntos enquanto espécie humana?

“Foi chato”, diz Bruno de Carvalho

Noticia aqui.

Foi chato foi. Mas o mais chato é que os jornais peguem nestes títulos fora de contexto. A frase completa foi “Foi mau, foi chato ver as famílias ligarem preocupadas”. Entendo que o presidente do Sporting quis dizer que foi chato para as famílias terem que passar por aquela situação, no entanto a frase tal como aparece dá a entender que foi chato para ele ter o incómodo de passar por isto, sendo mais um exemplo da figura controversa dentro do futebol.

Neste momento não há muita margem de manobra para o BdC e tudo o que houver, por mais insignificante, vai ser usado para inflamar as suas declarações.

Enquanto Benfiquista, só me consigo rir do que se passa. E agora, com alguns anos de distância consigo perceber como os nossos rivais olhavam para nós no tempo do Sr. Vale e Azevedo e das suas ações enquanto presidente do Benfica. Na altura quase todos os Benfiquista defendiam o seu presidente contra tudo e contra todos.

Muitas vezes seguimos a liderança cegamente. Faz bem contestar sem ser reaccionário ou revolucionário. Fazer perguntas e ver como as pessoas reagem. Ter um contra-peso, uma alternativa visível.

É chato. Mas mais chato do que os jornais continuarem a usar frases fora do contexto, é continuarem a haver lideres que não perceberem que têm o poder de influenciar uma pequena multidão a invadir um centro de estágios.