Portugal não pode ser racista

O debate sobre o racismo em Portugal está bipolarizado e não consigo perceber como isso pode acontecer num país como o nosso. Mas há medida que ganham peso as vozes que dizem que Portugal não é racista reforçando argumentos para dizer que até podia ser racista mas não é, é importante massacrar esta corrente. Os Portugueses não podem ser racistas. Não faz sentido. Não faz sentido num país de emigrantes onde a primeira onda de emigrantes vivia em guetos e era marginalizada pelas sociedades onde viviam, por serem Portugueses. Acontece que a procura de melhores condições obriga à sujeição a condições de vida abaixo da restante sociedade e se as primeiras gerações são trabalhadoras, as segundas, fruto da ausência dos pais que trabalham 16h por dia, facilmente se desviam do caminho. As terceiras e gerações seguintes conseguem finalmente subir e integrarem-se nas sociedades à medida que sobem na hierarquia social. Aconteceu isso em França e noutros países com os Portugueses e aconteceu em Portugal com a comunidade Africana. Trata-se sim de um problema de integração e não da cor da pele ou da etnia. É difícil para quem vive junto destas comunidades na 2a geração? É. Mas não podemos ser hipócritas, pedir que trabalhem 16h a limpar os nossos escritórios, pagar algumas centenas de euros e esperar que consigam pagar casas fora de guetos, educar filhos, garantir subsistência e pedir a paz social. Estudei na escola mais africana da europa. Não foi fácil por vezes. Mas sempre que começava um ano novo com o risco de voltar sem uns ténis acabava o ano com os melhores amigos. É a distância, preconceito, hipocrisia que fazem o racismo. Portugal pode não ser “racista” mas infelizmente é muito preconceituoso. Porque quando as raças se aproximam conseguimos discernir sobre as pessoas e julgar os delinquentes e preguiçosos pelo que são e não pela cor da sua pele.
Quando se fala em racismo institucional, é ainda mais preocupante. Bloqueia todo o processo de integração.
#blacklivesmatter (sim, aplica-se a Portugal. Há violência policial que vivenciei claramente influenciada pelo preconceito. Poucos? Talvez demasiados).

Efficiency vs Adptability

The pursuit of “efficiency” – getting the most with the least investiment of energy, time or money – was once a laudable goal, but being effective in today’s world is less a question of optimizing for a know (and relative stable) set of variables than responsiveness to a constantly shifting environment. Adaptability, not efficiency, must become our central competence. – General McChrystal in Team of Teams

As máscaras não são recicláveis

As máscaras são a solução para diminuir a contaminação e abrandar o ritmo de contágio entre pessoas. À medida que nos apercebemos que esta prática veio para ficar o mundo mobiliza-se para transformar a sua industria para a produção de máscaras. A China não tem mãos a medir uma vez que preparou a sua estrutura há mais tempo e há quem compare a produção de máscaras à produção de dinheiro vivo. A 3M, apenas um dos maiores produtores, está a produzir 50 milhões de máscaras por mês e está abaixo dos 300 milhões do solicitado pelas autoridades de saúde desse país. Portugal prepara-se também para começar a exportar 500 milhões de máscaras.

A população mundial estima-se em cerca de 8.000 milhões de pessoas. Se quisermos chegar a toda a população, temos que produzir isto vezes 365 dias por ano vezes 2 vezes por dia no mínimo. É só fazer as contas.

Mais uma vez o ser humano destaca-se pela reação a um problema, une esforços e ataca com uma solução. O interesse económico alavanca a resposta. E daqui a 10 anos? O que faremos com a quantidade insana de máscaras que estamos a produzir e que para já não são recicláveis? As máscaras serão os novos sacos de plástico do futuro?  Vão começar a aparecer nas praias, nas ruas, as pessoas vão inevitavelmente tocar nelas. Ao contrário dos sacos, é difícil que as máscaras deitadas fora sejam reutilizáveis. O que estamos a pensar fazer? Com todo o ruído mediático na resposta à pandemia, não consigo ver ninguém a mexer-se desde já para uma resposta a este pós-Covid19.

Ensaio sobre a nova sociedade

Estamos no ano de 2020, o inicio do futuro como o conhecemos agora, em 2100. Hoje foi o dia em que vi vários meninos a brincarem na rua em pleno estado de emergência. Sem medo, sem pais. Tive dificuldades em perceber, a minha filha só a queria em casa resguardada. São miúdos pobres dá para perceber. Daqueles que os pais estão em casa sem trabalhar há mais de um mês e a quem começam a acabar as últimas poucas poupanças. A solução, fui percebendo nos dias que se seguiram, foi uma questão de sobrevivência. Os miúdos em casa não tinham nada. Nem internet nem comida, duas coisas básicas na infância naquele tempo. À medida que os dias passavam, mais miúdos destes andavam pelas ruas. Iam pedindo, tirando, sobrevivendo aos poucos. Não levou muito tempo até que os primeiros morressem, em plena rua. E por lá ficaram. Chegaram a ser milhares em todos o país. Lá iam os bombeiros recolhendo os cadáveres. Mas à medida que passavam os anos, havia mais miúdos na rua e menos mortes. Chamavam-lhe os imunes. E quando cresceu a geração seguinte tínhamos uma sociedade dividida e fincada entre os imunes e os protegidos, miúdos que como a minha filha tinham pânico de sair à rua com medo de ficarem infectados e a quem os país davam todas as condições para não terem que sair, se cruzarem com imunes e morrerem. Criaram-se muros e esquemas de proteção, mas os imunes cresceram e especializaram-se. Entravam nas casas, tiravam o que queriam e iam embora. Na maioria das vezes não faziam mal a quem lá estava. Afinal de contas assim poderiam voltar e retirar mais.

E assim estamos hoje. Escrevo desta casa com internet, robots de limpeza, plataforma para receber drones de entregas, ensino à distância e de onde faço a gestão da minha empresa. Felizmente tenho um espaço verde no topo do edifício onde apanho sol e me banho quando quero. Não preciso nem quero sair de casa. E é-me difícil entender que em 2020 chegámos a ter que ir para o trabalho, sair de casa, juntar-nos com outras pessoas em escritórios e perder montes de tempo em deslocações, muitas das pessoas em transportes que iam apinhados.

Começámos a ir recentemente a Marte. A ideia é que os imunes fiquem na Terra a produzir alguma coisa e nós estejamos mais tranquilos em Marte. Isso para mim seria dividir a sociedade e demasiado futurista.

Imprensa do Futuro

Todos os dias recebemos montes de jornais e revistas no whatsapp. Nos primeiros dias pensamos “que fixe!”, mas depois começamos a tentar perceber o fenómeno. Cada artigo, cada peça, cada fotografia, demoraram tempo a produzir por alguém que precisa de receber para continuar a fazer isto. Se ninguém pagar, como será viável manter tanta informação atualizada e de qualidade? Há aqui uma distância muito grande entre a oferta e a procura e precisamos de perceber como dar uma resposta. Porque o interesse por informação é enorme mas não chega nem de perto ao volume de compras de jornais e revistas.
Tenho assistido ao crescimento do jornal Observador que para além da plataforma online em formato de jornal, tem uma rádio, vários artigos de opinião, vários podcasts, está presente nos eventos maisimportantes, tem parcerias internacionais. E não pagamos um tostão se não quisermos. É um jornal que nasceu de uma visão, juntou acionista, elaborou um plano de negócios e não para de crescer. Foi financiado pelos acionistas, é pago pela publicidade e cada vez mais pelas assinaturas mensais. Não nos pede nada em troca. Apenas nos dá tudo e mais alguma coisa com qualidade, com presença. Pode-se divergir na “sua visão” sobre o mundo e sobre o país – que está muito longe da minha – mas não desilude e consegue sempre surpreender. Se mais jornais, com outros pontos de vista, nascerem com esta abordagem à qualidade de informação, conseguimos ter boa informação diversa e as pessoas vão começar a pagar. Pagam desde que lhe entreguem aquilo que procuram em termos de qualidade, confiança, facilidade, diversidade.
Não podemos pagar tudo a todos e isso pode ser um risco. E se pensássemos em criar um passe mensal de assinaturas? Cada um carregava alguma coisa com 20€ por mês e poderia ir descontando valores à medida que ia lendo artigos. Todas as pessoas poderiam ler tudo, mas acredito que se valorizarmos a informação estamos disponiveis para pagar. Afinal de contas pagamos Netflix quando temos sites de streaming e pagamos Spotify quando temos Youtube.
Cada vez são mais as pessoas que contribuem como patronos de conteúdo digital. Basta ser bom o conteúdo. É simples.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Bem informados com certeza

A quantidade de informação que circula hoje em dia é insana. Não há como não ficar com um peso na consciência por não conseguirmos ler tudo aquilo que devíamos ler para nos mantermos atualizados e participar ativamente nos vários fóruns de discussão. Começa nas piadas que devemos conhecer e partilhar nos grupos de whatsapp que chegam às dezenas. Passa pelos diretos no instagram ao final do dia daquelas pessoas que gostamos de ver. Pelos relatórios e noticiários sobre o COVID-19 com diferentes perspetivas, enquadramentos e estatísticas que deveríamos procurar perceber. Pelos jornais e revistas que circulam pelas redes sociais e que sempre quisemos ler mas não comprámos porque tínhamos a desculpa que não podíamos pagar todos. E as noticias, relatórios, tendências a nível profissional que temos necessariamente de ler para nos mantermos informados e podermos fazer o nosso trabalho com valor acrescentado.

Será que já pensámos num gestor de conteúdos? Alguém que organize toda a informação do mundo em função da nossa disponibilidade imediata e interesses? As redes sociais têm algoritmos que vão ajustando preferências, mas tenho que saltar de rede social em rede social. Como sabe o algoritmo que artigos me interessam mais?

Em tempos de aceleração digital e informação, o risco é ficarmos no mais fácil que são as letras gordas das redes sociais e noticiários. Apenas uma pequena percentagem vai procurar mais conhecimento e informação. A diferença é que agora a informação está à disposição de todos e antigamente apenas das elites com capacidade de comprar a informação ou aceder a informação mais especializada.

As elites vão continuar a existir. Porque a humanidade é assim mesmo. Há os preguiçosos e acomodados e há aqueles que buscam incessantemente o conhecimento. Quem buscar o conhecimento estará melhor posicionado para influenciar o futuro da humanidade. Os restantes continuarão em lutas pelos soundbytes a serem orientados por uma elite. Como sempre.

EUtanásia

Eu não sei o que os outros pensam. Apenas sei que se um dia decidir morrer devo poder fazê-lo. Se estiver em condições é fácil subir a uma ponte e atirar-me. Se estiver numa cadeira de rodas é mais difícil mas não é impossível. Se estiver acamado fico condenado a uma condição de prisioneiro por algo que não dependeu da minha vontade. E quando pedir a alguém para me ajudar a morrer e vir todos voltarem-me as costas vou ficar triste, frustrado, resignado… vegetal. Posso ter os melhores cuidados paliativos do mundo, mas que servem para me manter como eu não quero ser mantido. A minha avó está acamada há anos com Alzheimer mas nunca iria ajudá-la a morrer. Porque não sei se era o que ela queria e não consigo conversar com ela. Mas olho para ela e penso em mim. E se fosse eu naquela situação? Queria de alguma forma decidir e informar alguém para me deixar morrer. Não sei como se conseguirá acomodar tantos detalhes numa lei fria, mas tem que haver uma forma. Apenas sei que se um dia decidir morrer devo poder fazê-lo.

Why recognition is so important

Nos dias que correm sinto cada vez mais que necessitamos de reconhecimento quer seja para alimentar o ego face aos demais ou simplesmente porque é bom ser-se reconhecido, tem uma vibração positiva. E o que fazer para se ser reconhecido? Acredite-se ou não, é preciso trabalho, dedicação mas acima de tudo saber “vender-se” e saber difundir os nossos sucessos. Acredito que para alguém extrovertido poderá ser bastante fácil assumir esta posição e “vender” o seu trabalho e difundir os seus sucessos no entanto para alguém introvertido será certamente mais difícil faze-lo. Isto não significa que os introvertidos são melhores ou piores profissionais ou que mereçam mais ou menos ser reconhecidos. No entanto, terão, possivelmente, que trabalhar mais e ser mais criativos na forma como se dão a conhecer aos demais. É fundamental percebermos a importância que o nosso (individual ou em equipa) trabalho tem no computo geral da companhia, isso ajudará a percebermos como nos podemos promover. Divulgar os projetos que estão em progresso, divulgar os principais accomplishments, reconhecer as próprias equipas e o trabalho desenvolvido é uma ótima forma de nos promovermos a nós mesmos motivando e reconhecendo ao mesmo tempo as pessoas que trabalham connosco.

Até podes achar que não precisas de reconhecimento e que te auto motivas mas a verdade é que o reconhecimento, mesmo que inconsciente, provoca uma sensação de bem estar e poderá abrir “portas” para futuros projetos, novas responsabilidades,…

Por vezes o facto de se reconhecer (o reconhecimento merecido) pode ser o factor que faz a diferença num projeto, num cumprimento de um prazo e até na retenção do talento.

Proliferação dos movimentos extremistas

Numa época em que cada vez mais nos deparamos com sinais de descontentamento por parte da população em geral, descontentamento esse cada vez mais demonstrado através de manifestações, muitas delas violentas, um pouco por todo o mundo. Eu com a minha tenra idade nunca vivi uma ditadura mas cada vez mais penso que é uma questão de tempo para que tal venha a acontecer. Para mim é preocupante, essencialmente porque creio existir uma falta de informação por parte de muita gente acerca do que é uma ditadura. Temos algumas ditaduras activas no mundo a maioria diria eu na América central e do sul. Casos como a Venezuela e Coreia do norte representam muito bem este tipo de extremismo vulgo por comunista e traduzem se por povos em que a miséria é extrema, o desemprego uma loucura e a criminalidade absurda. Na Europa se bem que mais ou menos irradicada conseguimos ver o efeito nefasto nos países de leste. Bem, mas deste tipo de extremismo parece que estamos “safos” pelo menos durante os próximos anos. O que tem proliferado nos últimos tempos é a extrema direita e mesmo que em alguns casos não se denominem por extrema direita a prática é muito parecida e para isso basta pensarmos nos EUA. Bolsonaro no Brasil, movimentos a ganhar força em Itália, Alemanha, países baixos, França, tal como nos países escandinavos. Muito destes movimentos assentam o seu discurso no populismo muito assente na emigração. Relembro que o Nazismo era extrema direita!!! Bem sei que as políticas actuais não dão resposta, o nível de corrupção é crescente, bem como o nível de insegurança. Mas será que isto tudo é resolvido com políticas de movimentos extremistas? O custo é abdicarmos de parte da nossa liberdade, será que queremos mesmo isso? Já diz o ditado quem brinca com o fogo…

A arte de viver

Após algumas semanas sem ter tempo para me coçar lembrei me que me apetecia algo (ainda pensei em Ferrero Rocher, mas não, não era isso). Isto de escrever umas coisas aqui e ali, fazer uns posts, ir ao facebook, Instagram, …, é muito giro mas a verdade é que enquanto estamos focados nisso estamos a perder uma série de coisas interessantes como o chilrear dos passarinhos, o bater do vento ou o ver do por do sol. Nos tempos que correm mais me parece que vivemos menos apesar de vivermos mais… Anos!!! A pressa do dia a dia, a pressão social para o consumismo desenfreado e a invasão de aplicações e redes sociais que nos chegam diariamente ajudam a explicar o porquê de parecer que vivemos menos. Recordo-me dos tempos de criança em que não tinhamos estas “distracções” e tudo parecia mais duradouro e mais enriquecedor do que acontece hoje em dia. O que se se irão lembrar os miúdos de hoje em dia daqui a 20 anos? De um post que fizeram no Facebook? Ou de um insta stories? A redução / ausência de relações face to face levará seguramente a uma mudança nas lembranças que guardamos e temos como nossas. Obviamente não devemos viver á parte do que é a evolução mas teremos que tentar encontrar um ponto de equilíbrio entre o que é realmente viver para nós e aquilo que queremos guardar nos telemóveis e nas redes sociais para os outros, mas essencialmente para nós!

Happiness

Ruut Veenhoven, the Dutch sociologist konw as the “godfather of happiness research”, maintains the World Database of happiness. And when he looked at all the countries of the world in terms of happiness, Moldova come up dead last.

wikipedia.

  • Main findings are:
    • Happiness is universal. All humans tend to assess how much they like the life they live and conditions for happiness are quite similar. Yet there is some cultural variation in beliefs about happiness. Happiness draws on gratification of universal needs, rather than on meeting culturally relative wants
    • Need gratification depends both on the livability of society and the life-ability of individuals
    • Greater happiness of a greater number is possible in contemporary societies and can be ‘engineered’, among other things in the following ways:
      • Fostering freedom, so that people can choose the way of life that fits them best.
      • Informing people about effects of major choices on the happiness of people like them. This requires large scale long-term follow-up studies comparable to research in nutrition.
      • Investing in mental health, professionalization of life-coaching.
    • Happiness signals that we are functioning well and for that reason happiness goes hand-in-hand with good health, both mental and physical. Happy people live longer.
    • Being happy combines well with doing good. Happier people do better in relationships, do more voluntary work and are more interested in other people and their problems.

 

Inovação e criatividade

Fala-se hoje em dia muito de inovação e criatividade como essenciais à evolução dos negócios. Recentemente, fiz uma formação acerca deste tema e de facto existem uma série de mitos que são quebrados quando ouvimos a voz dos especialistas. É vulgar ouvirmos dizer que determinada pessoa com uma grande dose de criatividade tem esta mesma criatividade devido ao seus genes, que é algo inato da pessoa. Tal como, muitas das vezes, nós próprios dizemos: “Eu não tenho jeito para isso, não sou nada criativo”; “Deixemos a criatividade para o departamento de Marketing”; … Como isto, existem uma série de coisas que à partida nos limitamos mesmo sem sequer tentarmos. Mas sem querer fugir ao tema, o primeiro pilar para a inovação é a curiosidade. Se formos curiosos, questionaremos mais, reuniremos nova informação, que irá por sua vez criar conexões com outras pessoas e desenvolver a criação de algo inovador (ou pelo menos é esse o objetivo). Sei também que, a curiosidade é vista por vezes como algo negativo, vista como uma perda de tempo, mas não. A curiosidade é fundamental à inovação! Devemos então apoiar e incentivar a curiosidade. E como fazer isto? Existem algumas técnicas que podemos usar no dia-a-dia de modo a despertar a curiosidade das pessoas que trabalham connosco e a nossa própria curiosidade:
– Questionar: What is one thing I am curious about today?; What is one thing I usually take for granted that I want to explore?; What “why” questions can I ask at work today?
– Trazer alguém de fora para nos ajudar a ver os nossos processos com outros olhos.
– Trazer novas experiencias para a nossa realidade através, por exemplo, de ações de formação e tentar aplica-las de alguma forma no nosso processo.
Visto de uma perspetiva mais macro e na realidade de uma empresa como um todo é, por vezes, difícil aplicar estes conceitos até porque para se trabalhar uma ideia há que partilha-la, discuti-la e por vezes reformula-la. E para isto nada melhor que uma folha de papel em branco e uma caneta onde a ideia principal deverá ser colocada no centro da folha e a partir daí dar azo à imaginação. No final, deveremos ter um conjunto de ideias interligadas e poder escolher aquelas que poderão ter sucesso, aquelas que possam ser relevantes para o futuro. Ideias que respondam a necessidades ou que alguém pague por elas e, obviamente, que possam trazer algum retorno financeiro. Fácil não?
E para aqueles que ainda pensam que a criatividade é uma característica inata numa pessoa desenganem-se! A criatividade só é inata até 30%, os 70% restantes são fruto do nosso trabalho. Portanto trabalhem!

 

Ensaio de um Standup Comedian wanna be #1 Amigos

Todos temos amigos, não é verdade? Todos? Só se estamos a partir do principio que eles sabem que são vossos amigos. Ou são apenas vocês que  pensam que são amigos? É muito diferente…

Amigos. Mais vale ter poucos e bons. Há quem diga isto. Não sei bem quem, mas é um frase que me vai na cabeça incutida por quem me rodeia. A sociedade em geral vá. Mas ter poucos amigos significa ter amigos. E o que é um amigo? Podemos tentar enquadrar os nossos amigos numa definição feita à medida de cada uma. O dicionário tem uma definição muito fechada de amigos “Quem está ligado por uma afeição reciproca”. Tentei procurar uma definição mais alargada. Significados.com.br. Pareceu-me o melhor sitio para encontrar o que procurava. “Amigo é o nome que se dá a um indivíduo que mantém um relacionamento de afeto, consideração e respeito por outra pessoa. O amigo é aquele que possui uma grande afeição por uma ou mais pessoas, que é leal, que protege e faz o possível para ajudar sempre.”

Quantas pessoas temos assim na nossa vida? É verdade que há sempre aquele que está disponível para te ouvir chorar porque foste violado por um cigano a quem tentavas comprar droga no cais do sodré. Será aquele que te deixou ser violado para ter a droga de borla? Esse é amigo? Ou pensavas que era amigo até ao dia em que finalmente tiveste que o testar e apercebeste que afinal… não era amigo?

Ou aquele a quem pedes para te ir buscar ao caralho mais longe porque ficaste sem gasolina mas que não pode porque está a ver a bola? O campeonato esloveno na net… Todos temos esse amigo não é verdade? Aquele que se passa da cabeça com um Krsko vs Mura. Para a Taça. Na primeira eliminatória. Gosta mesmo? Ou investiu dinheiro? Não sabemos…

E pronto. Lá tens tu que vir de taxi porque esse amigo está a ver a “bola”? Será esse um amigo? Um amigo sem paciência? Ou és tu que é um chato do caraças por incomodar os amigos com coisas chatas? E neste caso é ele que pensava ser teu amigo mas que agora está a pensar “com um amigo assim…”.  Bem vistas as coisas, não eram bem amigos. Afinal, quantas vezes viste um Krsko vs Mura com ele?

Onde em quero chegar é que nunca vamos perceber quem é amigo até termos oportunidade de testar a sua amizade, várias vezes. Por outro lado, se somos sempre nós a testar a amizade, do outro lado o nosso amigo também se vai começar a afastar porque passamos de amigos a gajo chato que está sempre com stresses. Tem que haver um equilíbrio. Um dia um amigo vem-nos buscar quando ficamos sem gasolina, no outro dia somos nós a ir buscá-lo à prisão e pagar a caução de 5.000€ por roubar um banco… de jardim… Não faz sentido?… Então qual o equilíbrio que define a amizade? 

A verdade é que temos verdadeiros amigos enquanto a amizade não é colocada à prova. Felizmente, nenhum de nós .. se tudo correr bem.. terá muitos momentos em que coloca à prova as suas amizades. Ou todas as suas amizades. E quando não há problemas, somos todos amigos. E será que vivemos na ilusão de termos muitos amigos e que no final de contas temos apenas outras pessoas com quem passamos tempo?

Mas a segunda definição de amigos naquele site .br diz o seguinte: “Em alguns momentos, o amigo não precisa ter necessariamente os mesmos gostos e vontades, e em certos casos é esse exatamente o fato que os une. O amigo não precisa ser alguém completamente idêntico. É aquele que tem o poder de acrescentar ao outro, com suas ideias, momentos de vida, informações etc., ou apenas alguém para dividir momentos e sentimentos.”  Bem.. eu tenho 2 amigos. E são meus amigos precisamente porque são diferentes de mim. Estamos poucas vezes juntos. Mas quando estamos… fazemos o amor… Não. Fazemos sexo! Blhacc, não, nada. Quando estamos juntos nem sempre temos as mesmas vontades, os mesmo interesses. Um deles nem sequer bebe. O outro passa a vida a beber… Um deles já o testei várias vezes e já falhou várias vezes. Mas sinto que é por isso que é meu amigo. Porque com ele, porque o conheço, consigo não ficar chateado ou triste com isso… Nem daquela vez em que me deixou a vomitar no cais do sodré. Antes de ser violado pelo cigano. Ele é assim… Ficar chateado porquê?…

Amigos, pouco e bons. No meu caso é quase verdade. São poucos é certo. Se são bons… quase nunca estou com eles para saber. Mas já passámos tanta coisa juntos, tantas provas dadas, que tenho a esperança que continuemos amigos. Que no próximo momento de teste eles vão lá estar para mim. Bem.. na verdade eu é que sou o mau amigo. Porque são mais as vezes que prefiro ficar sozinho ou com pessoas que não me são tão próximas. 

Boas e más chefias

Como tudo na vida existem coisas boas e coisas más em todas as pessoas. Continua a ser verdade quando transportamos isto para o mundo empresarial. Existem boas e más chefias. Mas o que diferencia a boa da má chefia? As pessoas tendem a percepcionar que uma boa chefia é aquela que não anda sempre a “chatear”, que não é exigente e que dá tempo à pessoa para ir às redes sociais umas 10 x por dia, que dá tempo para se tomar 2 ou 3 cafés e ainda ter uma hora (ou um pouco mais) de almoço. Por outro lado existem outro tipo de pessoas que pensa que uma boa chefia deve ter uma boa liderança junto da equipa, que defenda os interesses da equipa, que saiba ouvir e que sirva de certa forma de mentor das pessoas que lidera. Estas pessoas querem ter experiencias diferentes, participar em projectos e aprender o máximo. Este conceito de boa e má chefia está portanto dependente, de certa forma, de estarmos na presença de um bom ou de um mau colaborador. Obviamente que, chefia que é chefia não deve desistir de ninguém e deverá tentar fazer de um mau colaborador um bom colaborador. Por vezes não é fácil, mas não é impossível e tem sempre o atractivo do desafio, que é mudar mentalidades.

Da experiencia que tenho tido diria que existem vários tipos de chefia que funcionam bem. Existe uma panóplia de formas de chefiar/ liderar equipas. Umas mais desafiadoras, outras que investem mais nas pessoas, outras mais passivas, …, no entanto o que penso serem os pontos fundamentais para que estejamos na presença de uma boa chefia e até de um bom colaborador são: o respeito mutuo, o profissionalismo e o ser-se colaborativo/ comunicativo. Por vezes, entende-se chefia como o responsável por todas as decisões de determinada equipa e pela pessoa que sabe tudo sobre todos os temas. Creio que é claro, que a responsabilidade final é da chefia mas, cada um de nós é responsável pela nossa quota parte, pelo trabalho que desenvolvemos. Se algo correr mal devemos ser responsabilizados independentemente se é a chefia quem tem a responsabilidade final de todas as decisões da equipa. Não cabe também às chefias saberem tudo sobre tudo. As chefias são cada vez mais pessoas com um conhecimento transversal da Companhia e com menos conhecimento técnico sobre actividades mais especificas. Um verdadeiro trabalho em equipa só funciona quando existe harmonia entre todos os membros, onde as diversas opiniões são ouvidas e existe uma constante procura pela melhoria, pela inovação e pelo desenvolvimento das pessoas. Aqui sim, o líder da equipa tem um papel fundamental.

Rotinas

No outro dia li um artigo sobre robotização e os empregos do futuro e pensei: “espera lá! Eu não sou um robot mas comporto-me muitas vezes como tal. E como eu, creio que, existem mais umas quantas pessoas que com as rotinas parecem uns autênticos robots. Será que alguma vez paramos para pensar sobre o que fazemos e como fazemos as coisas do dia a dia? Será que não temos sempre as mesmas rotinas antes de sairmos de casa? Será que não saímos de casa para o trabalho sempre à mesma hora? Será que não vemos sempre as mesmas pessoas nos transportes públicos ou quando caminhamos para o local de trabalho? Ou, quando chegamos a casa e só pensamos: “que bom vai ser sentar o rabo no sofá e ver televisão”. Chega a assustar quando se pensa neste tipo de coisas. Mas mais que pensar, é preciso agir! Não somos robots portanto não devemos comportar-nos como tal! Desde então encetei uma serie de alterações nas rotinas diárias. Desde utilizar a minha mão esquerda (é verdade, temos duas mãos) para fazer coisas que só fazia com a direita (tentem lavar os dentes ou comer sopa com a mão menos habitual. Impossível não ficar bem disposto), de fazer percursos diferentes para o trabalho, tentar fazer alguma coisa diferente durante o dia (como ir ao ginásio a horas diferentes ou ir ao supermercado à hora do almoço). Este tipo de coisas, simples, ajudam a ter a sensação que o dia tem mais horas e que o aproveitamos melhor. Mas as rotinas não se ficam por aqui. Quantos de nós temos dias marcados para ir almoçar com tal pessoa ou ir almoçar a determinado sitio? Será que não abastecemos a viatura sempre no mesmo dia (os Domingos são o dia predileto de muita gente)? Semanas a fio a ter a mesma rotina, a ir aos mesmos sitios, a estar com as mesmas pessoas.
E porque temos nós este tipo de rotinas? Creio que as pessoas são um pouco como os aviões sempre que não há situações anómalas ao redor ligam o piloto automático e deixam-se ir. Isto dá uma sensação de vazio assustadora, pelo menos quando se pensa nisso. Quando existem situações anómalas na vida de uma pessoa é quando estas saem das rotinas (muitas das vezes contrariadas e  chateadas). Não serão estas saídas fora da rotina que mais lembramos passados uns anos? Obviamente, é muito difícil não ter rotinas mas existem determinadas coisas que podemos fazer para dar um pouco de “diversão” ao nosso dia-a-dia. As rotinas são tramadas e quanto mais tempo as mantemos mais nos custa mudar.

o resto da tua vida __ a descoberta

Quem me conhece sabe que adoro comédia em geral. Gostava um dia de ter coragem para fazer standup mas não tenho o foco e a coragem necessária. Vou ver o que pode ser o futuro. Acompanhei desde o inicio a criação do Carlos Coutinho Vilhena e a sua séria no youtube “o resto da tua vida __ a descoberta” (link abaixo).

Portugal fervilha em em criações humorísticas. É fácil deixar-nos entediar pelo que não interessa mas é muito bom apreciar os projetos que acrescentam algo de novo. Novas pessoas, novas ideias, e muita criatividade. Rasgos de originalidade que já não se encontram na TV como os ímpares “odisseia” ou “último a sair”. Erro Crasso, Roda Bota Fora, e os inúmeros podcasts que aparecem fazem a minha vida mais preenchida. Este “o resto da tua vida __ a descoberta” é um projeto que fez sentido apenas na cabeça do Carlos Coutinho Vilhena e prova que se tens uma ideia, acreditas nela, tens talento e és focado na execução, então vais fazer a diferença. É fácil dizer não a uma ideia destas ao ler o guião inicial. Mas à medida que a ideia ganha forma, quando vês o impacto que causa e o empenho dos participantes, pensas… fuck! que génio. As redes sociais e plataformas como o youtube permitem ter a visibilidade para ideias que de outra forma ficariam na gaveta. Não é a melhor coisa do mundo. Mas é sem dúvida uma coisa que me dá prazer ver e isso tem sido cada vez mais difícil acompanhar no mainstream. Recomendo assim esta série. E se não gostarem passem à frente. Não temos os mesmos gostos. Tudo bem.

Captura de ecrã 2019-05-01, às 14.13.44